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Spam: o caso Liberfin

Procura crédito rápido? Eu nunca o fiz, tão pouco manifestei interesse algum nos serviços de quaisquer empresas do ramo. Não percebo portanto porque recebo e-mail da Liberfin, uma companhia que se propõe oferecer tais serviços a taxas de juro de quase 20%, e logo em duas caixas de correio diferentes ( com a mesma haste, mas em domínios diferentes).

Esta empresa enviou-me e-mails comerciais e não solicitados, ou seja a Liberfin enviou-me SPAM – são estes os dois atributos que definem o spam. Não só me enviou spam como, ironicamente, invocou hipocritamente uma lei sobre o Spam para se proteger. O que se segue, enviado na mensagem da empresa em nota de rodapé, é absolutamente falso e redundante:

Esta mensagem é enviada sob a nova legislação sobre correio Electrónico, Secção 301, Parágrafo (a) (2) (c) Decreto S 1618, Título Terceiro aprovado pelo 105º Congresso Base das Normativas Internacionais sobre o SPAM. “Um e-mail não poderá ser considerado SPAM quando inclui uma forma de ser removido.”

O leitor acreditou na patranha? Prima para saber mais…

O meu primeiro biscate

Pois é, chegou a hora de também eu «blogger» vender os meus serviços e ganhar algum com aquilo que sempre fiz gratuitamente, depois de o Rui o ter feito. E se o leitor-blogger for rapidamente ao site da ReviewMe receberá na hora o seu primeiro trabalho, ou seja a análise a esta companhia.

Os leitores deste blogue talvez estejam recordados que há 3 meses denunciei aqui as falácias de um serviço do género (I e II) e que anunciei o meu cepticismo face a este tipo de iniciativas. No entanto, não deixei de acrescentar que «Talvez um dia venha a aderir a um destes programas, desde que me o programa dê garantias, algumas liberdades e me permita marcar uma linha divisória clara sem que sinta a necessidade constante de verificar as minhas coordenadas.»

E é precisamente isso que me parece suceder nesta iniciativa. Para começar a ReviewMe está associada a uma empresa que tem uma reputação a defender, a text link ads (e sim, é uma ligação afiliada). E no blogue da empresa, o Andy Hagans dá a cara e empresta a sua credibilidade ao projecto.

Há no programa duas condições que me parecem fundamentais para a sua aceitação e eventual sucesso: a impossibilidade de os clientes pedirem opiniões positivas e a obrigatoriedade da menção pelo blogger à natureza comercial da entrada, o que creio levará a que os blogues sejam mais exigentes nas análises que publicam (também pela pressão do escrutínio dos leitores e eventuais críticos) e os anunciantes ponderem cuidadosamente o risco envolvido. A web 2.0 vive uma economia de atenção, sendo este, mais do que o capital, o recurso mais valorizado – a atenção dos visitantes, naturalmente, pelo que não será difícil encontrar clientes capazes de a pagar. Finalmente, a cereja em cima do bolo, o programa dá-me liberdade para recusar as propostas dos anunciantes que não me agradem.
Reservo o meu veredicto final para mais tarde, mas estou confiante de que os promotores estão apostados em trabalhar de forma séria e conhecem por demais a importância de ter uma boa reputação e de cumprir com as promessas.

Quer saber mais? Dê uma espreitadela aqui.

Quem nos protege dos protectores?

Recebi hoje um email da Deco Proteste, entidade à qual eu jamais contactei ou cedi o meu e-mail*. Nem sequer abri o email mas o assunto “Serviço global, 2 meses grátis!” sugere tratar-se de uma mensagem de cariz comercial.
Comercial e não solicitado, são essas as características que definem o email como Spam. E agora, quem me defende da Deco?

*É possivel que o fornecedor de serviço (sapo) o tenha feito. Eu não o fiz. Não deveria a Proteste respeitar o meu direito a não ser incomodado, na ausência de consentimento expresso ao envio?

Aqui há rato

Hacker com sentido de humor fura as defesas do Domelhor (fazer scrool até meio da página) e planta um video (youtube) publicitário ao IE7… Sei que é um hacker porque o Paulo Querido nunca se venderia à M$… :)

O google aos soluços

Notam alguma coisa de estranho com o Google?

Uma busca por partido comunista português devolve incontáveis sites polacos com subdominios “partido-comunista-portugues”, logo a partir da segunda página. Algumas das buscas mais disputadas relacionadas estão infestadas pelos spammers, por exemplo algumas associadas a hipotecas. Outras menos lucrativas também mas isso é habitual.

Qualquer coisa se passa. Na quinta-feira dei por uma página que zelo (comercial) que estava até há bem pouco tempo como terceiro resultado, na segunda página dos resultados. Fiz algumas mudanças e um 301 (redirecionamento permanente) para outra página e logo no sábado a nova morada estava indexada na terceira posição. Hoje está de regresso à segunda página e a url é a antiga.
Talvez uma mudança no index esteja a caminho, veremos.
O leitor, para quem o Google é apenas uma ferramenta – apercebe-se das alterações, dá pelo spam, faz ideia do dinheiro que se movimenta de cada vez que há mudanças?


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