Há alguns anos havia uma série inglesa chamada Coupling que girava à volta das aventuras de 6 adultos solteiros, 3 homens e 3 mulheres. Ficou-me na memória uma cena em que Sally, a cínica, falava do seu passado a membros do grupo:
- Eu era uma tentadora. Contratavam-me para testar a fidelidade dos companheiros. Pelas 3 da manhã, já ele dormia e eu preenchia o relatório que seguiria para as respectivas companheiras.
- E se ele não estivesse interessado? Perguntou, nervoso, Steve (o namorado da loira Mandy.)
- Isso nunca me aconteceu, retorquiu Sally com ar desaprovador (foi algo assim que ela disse; já foi há muito tempo mas não me esqueço da expressão na cara dela.)
Eu sempre pensei que aí estava uma boa forma de sair de uma relação em grande. Não pensava era que a realidade haveria de superar a ficção no Japão.
Uma nova ocupação que resulta da combinação de poder económico e leis restritivas dos direitos individuais (na peça está implícito que divórcio é concedido apenas por comum acordo ou com fundamento.)



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