A Alândia

As ilhas Åland constituem um arquipélago finlandês que goza de uma autonomia especial e de privilégios talvez únicos no contexto da União Europeia. Para compreender melhor a situação do arquipélago é necessário conhecer um pouco da sua história.

Ao longo da sua história as ilhas sempre se identificaram como parte integrante da Suécia (recordo que a Finlândia fez parte da Suécia até ser anexada pela Rússia em 1809), o sueco é ainda hoje a língua oficial do arquipélago. Com a anexação da Finlândia as ilhas passaram a fazer parte do Grão-Ducado da Finlandia. åland archipelago Após a declaração da independência pela Finlândia em 1917 os ilhéus rejeitaram a proposta da Finlândia para auto-governação e as ilhas passaram a ser disputadas por Suécia e Finlândia.
A recém criada Liga das Nações decidiu em 1921 garantir “à Finlândia a soberania sobre Åland sob a condição da preservação da cultura, língua, usos e costumes e auto-governação locais. Foi também decidido que Åland seria uma zona desmilitarizada e neutra, de modo a evitar que as ilhas fossem alguma vez uma ameaça bélica para a Suécia” (Wikipedia). Parte da lógica desta decisão foi baseada na localização do arquipélago que se estende por 6500 ilhas e ilhotas desde o arquipélago ao largo de Turku (ver mapa). As ilhas apresentam-se assim como uma continuação natural do território finlandês.

É este acordo destinado a preservar a língua (um dialecto mais próximo do sueco falado n a Suécia do que que falado na Finlândia) e cultura locais que ainda hoje subsiste e que se presta à discriminação dos restantes cidadãos finlandeses. Noto que no restante território o Sueco é falado por 5% da população, sobretudo nas povoações da costa Oeste e é causa de ressentimento da maioria à qual é imposto na escola como segunda língua estrangeira e condição de acesso à universidade e administração pública. Por sua vez os falantes de sueco devem reciprocamente aprender o finlandês. Todavia tal não se aplica às ilhas Åland:

A former senior Finnish government official snorts that Åland should not be marketed to anyone, as it has been “ethnically cleansed” of Finns. “There has long been a wish to protect the inhabitants from Finnish-language television programming.”
Those who move to the islands get the all-important right of domicile – which carries with it the right to vote in and stand as a candidate in Lagtinget elections, to own land, or to set up companies – only after a five-year wait and after first learning Swedish.

Lauri Hannikainen, a professor of international law from the University of Turku, who has long studied “the Åland case”, does not use such strong terms as ethnic cleansing, but he also believes that the protection accorded the Swedish language is “a little unnecessarily strong”, when one considers the Finnish-speakers who have moved to the islands. [ Artigo]

A resposta ao desafio que aqui deixei é com efeito a Finlândia. Curiosamente a versão portuguesa da Wikipedia (des)informa que “Os que falam finlandês têm, no entanto, seus direitos garantidos” em contradição directa com a versão em inglês. Mais informação sobre privilégios e direitos de territórios de membros da UE aqui.

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