Arquivo de Dezembro, 2006

Spam: o caso Liberfin

Procura crédito rápido? Eu nunca o fiz, tão pouco manifestei interesse algum nos serviços de quaisquer empresas do ramo. Não percebo portanto porque recebo e-mail da Liberfin, uma companhia que se propõe oferecer tais serviços a taxas de juro de quase 20%, e logo em duas caixas de correio diferentes ( com a mesma haste, mas em domínios diferentes).

Esta empresa enviou-me e-mails comerciais e não solicitados, ou seja a Liberfin enviou-me SPAM – são estes os dois atributos que definem o spam. Não só me enviou spam como, ironicamente, invocou hipocritamente uma lei sobre o Spam para se proteger. O que se segue, enviado na mensagem da empresa em nota de rodapé, é absolutamente falso e redundante:

Esta mensagem é enviada sob a nova legislação sobre correio Electrónico, Secção 301, Parágrafo (a) (2) (c) Decreto S 1618, Título Terceiro aprovado pelo 105º Congresso Base das Normativas Internacionais sobre o SPAM. “Um e-mail não poderá ser considerado SPAM quando inclui uma forma de ser removido.”

O leitor acreditou na patranha? Prima para saber mais…

Os blogues em revista

A não perder no Memória Virtual (que recentemente se mudou para a vizinhança wp.com e começa em 2007 em domínio próprio – http://www.memoriavirtual.net) a já habitual revista do ano na blogoesfera: blogoesfera em 2006.

ADENDA: O Leonel não fez a coisa por menos e abriu um segundo blogue em domínio próprio, o Carreira da Índia que pretende “reviver” um pouco da História dos Descobrimentos, a par da recuperação de algumas páginas da chamada “Literatura de Viagens”:

Carreira da Índia” foi a designação atribuída à ligação marítima entre Lisboa e os portos da Índia (Cochim e Goa), a qual – após a viagem precursora de Vasco da Gama em 1497/1498 – perdurou durante mais de três séculos (até à centúria de 1800), constituindo-se na maior e mais prolongada rota de navegação à vela. Leia o artigo completo no Carreira da Índia.

Um gajo feliz

Querem ver uma mulher feliz? Há algures uma lista com várias cheias de sugestões…

Querem ver um homem feliz? Ofereçam-lhe um brinquedo novo. Foi o que me fez o WP, instalou-me ( e a mais 10% dos utilizadores) a versão de testes do Snap. O Snap permite pré-visualizar uma página externa ao passar com o rato sobre a ligação numa pequena janela. Só falta um enlace para demonstrar, este deve servir:

Agricultores transportam gado para a Lapónia para receber subsídios
(E depois da engorda regressa ao sul para o abate…)

Espero que seja canibalismo

A maior parte das visitas aos meus blogues é servida pelo Google e restantes motores de busca e chegam até este blogue pessoas com procuras bastante previsíveis. De vez em quando encontro nas estatísticas algumas pérolas e decidi anotar algumas delas.
As mais comuns envolvem sexo, conjugações com os nomes de musas do momento e aqui referidas, variações ao tema “sexo online“, envolvendo a procura de parceiros, e para os mais despistados de quaisquer tipo de informações para o acto.
“Levar na C**a Gratis” é um clássico cá da casa , ainda no domingo alguém visitou várias páginas à procura da informação. Como se não bastasse sair de casa e perguntar ao primeiro com que se cruza…
Se este blogue é mais sexo já o Lusofin apresenta especial interesse para os voyeurs: recentemente chegou alguém à procura de “imagens de execuções“, outro à procurava “imagens+ atrocidades” e há algumas semanas alguém procurava fotos suicidios gratis. Grátis, seriam para republicação?

Outros há que chegam claramente ao engano, à procura de informação que seria legítimo esperar neste espaço mas que são induzidos em erro pelos algorítmos de busca e as metáforas dos títulos. É o caso de “mensagins sublEminares”, (erros propositados), uma entrada que quase ou nada tem em comum com o objecto da busca.

Lembro-me de ver muitas outras buscas fora do comum, algumas hilariantes outras a testar a racionalidade humana, mas não sou capaz de as citar de memória – o que lhes tira (quase) todo o sentido. Uma excepcional ficou anotada na memória: “fillhos a comer cu da mae” (sic). Seriam canibais?

Ensopada de Natal

Leram o destaque do Público de hoje? É a história da disputa por uma menina, filha de pai incerto e adoptada por um casal ao qual a mãe informalmente confiou por falta de meios. Entretanto o pai foi encontrado e tenta agora obter a custódia da menina. E o que aconteceu de especial na história, perguntam? O pai adoptivo passou o Natal na cela por perigo de fuga – a mãe adoptiva e a menina estão em lugar incerto para não entregar a criança.

É uma situação complicada – para a menina, para os pais, para o tribunais que vão ter que decidir o futuro destas famílias e para aquele homem que entende reclamar agora a sua cria, e não é certo que a lei possa ser interpretada no melhor interesse da criança. O que não justifica de modo algum o sensacionalismo e demagogia presentes nos artigos. Atentem na elaborada construção deste artigo que acompanha o caso: Em nome dos interesses da criança
A jornalista começa com a história de um qualquer condutor bêbado homicida que continua a conduzir;
Prossegue com um toxicodependente que ataca selvaticamente uma mulher e que aguarda julgamento em liberdade;
Nenhum dos anteriores está envolvido nesta disputa. Termina com o nosso pai adoptivo que

“Por apego a uma criança, pela convicção de estar a zelar sobre os seus superiores interesses, o homem, que a acolheu bebé, foi privado da sua liberdade, foi condenado a passar o Natal na cadeia, sozinho e sem contacto com a família.”

Como se atreveu a tal a cruel, a «vaca» da juíza, se há comprovadamente tanto bandido que a justiça deixa em liberdade indefinidamente?
O 24 horas não teria feito melhor…

MAs há mais. Querendo ir ainda mais longe, a jornalista decide fechar com chave de ouro (negritos meus):

Ao tomar esta decisão, os juízes do tribunal de Torres Novas agiram livre, deliberada e conscientemente, bem sabendo que o tribunal da Relação de Coimbra ainda não se pronunciara definitivamente acerca do recurso interposto pelo casal adoptante.
Mas certamente isso não lhes pesou na noite de Natal. Paula Torres de Carvalho

Star Wreck – O meu presente de Natal aos leitores

É o filme finlandês mais visto de sempre – mais de 4 milhões de copias distribuídas. É um feito notável, mesmo que o filme se encontre para download gratuito na internet – as cópias em DVD são pagas, masopcionais. E o mais espantoso é que se trata de uma produção completamente amadora, filmada ao longo de sete anos na sua quase totalidade na sala de estar de um dos membros do projecto:
star wreck filming set
(mais em Making of, no site oficial).

Os fãs do Star Trek reconhecerão imediatamente no nome um jogo de palavras com o nome: com efeito o filme é uma paródia à conhecida série de culto e à Babylon 5, com uma prespectiva e humor negro peculiarmente finlandeses, creio que vão gostar… as críticas ao filme são bastante positivas e o Imperador Pirk é já uma personagem de culto no país, tendo sido já eleito entre os maiores personagens de ficção do país.
Recomendo que comecem por ver o trailer de promoção do filme em http://www.starwreck.com/trailer.php.

Feliz Natal e votos de boas festas!

A bicicleta do Adelino

Estava estacionada no centro da cidade, junto com um mapa testemunhando o percurso e alguns recortes de imprensa do nosso Adelino Lopes – 27000 quilómetros de Portugal à Finlândia. Do Adelino, esse, nem sinal. Chamou-me a atenção na bicicleta uma bandeira portuguesa gasta do sol e da chuva ladeada por uma outra finlandesa, essa nova. Umas velas no chão, moedas sob o percurso traçado no mapa, um cesto para mais moedas e um cartaz convidando os transeuntes a contribuir para a jorna compunham a apresentação. Definitivamente o amigo Adelino sabe vender o seu peixe.

O mais espantoso nesta aventura é que nos possamos admirar e comover com a história do Adelino e damos por adquirido que cruzar uma dezena de fronteiras europeias é hoje uma mera formalidade. Há pouco mais de 30 anos não o teriam deixado sair. Há 20 não o teriam deixado passar livremente sem motivo. Hoje deslocámo-nos dentro do espaço Schengen quase como se extensões do nosso próprio país se tratassem. Será que vai durar esta liberdade de movimentos?

Adenda:  Lá continuava ao fim da tarde de sexta quando passei sem parar nem câmara fotográfica.


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