A bicicleta do Adelino

Estava estacionada no centro da cidade, junto com um mapa testemunhando o percurso e alguns recortes de imprensa do nosso Adelino Lopes – 27000 quilómetros de Portugal à Finlândia. Do Adelino, esse, nem sinal. Chamou-me a atenção na bicicleta uma bandeira portuguesa gasta do sol e da chuva ladeada por uma outra finlandesa, essa nova. Umas velas no chão, moedas sob o percurso traçado no mapa, um cesto para mais moedas e um cartaz convidando os transeuntes a contribuir para a jorna compunham a apresentação. Definitivamente o amigo Adelino sabe vender o seu peixe.

O mais espantoso nesta aventura é que nos possamos admirar e comover com a história do Adelino e damos por adquirido que cruzar uma dezena de fronteiras europeias é hoje uma mera formalidade. Há pouco mais de 30 anos não o teriam deixado sair. Há 20 não o teriam deixado passar livremente sem motivo. Hoje deslocámo-nos dentro do espaço Schengen quase como se extensões do nosso próprio país se tratassem. Será que vai durar esta liberdade de movimentos?

Adenda:  Lá continuava ao fim da tarde de sexta quando passei sem parar nem câmara fotográfica.

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