O caso esmeralda

Em tempos denunciei aqui um artigo absolutamente demagógico e abjecto do Público sobre a dispusta de uma menina, sem saber ainda da tempestade que estava para chegar. Não tenho acompanhado as notícias, mas ao que leio no Adufe o acompanhamento noticioso tem deixado muito a desejar. Hoje, alguém de nome Rosario visitou essa página e deixou o comentário que se segue:

Revolta-me.

Não entendo o que se passa e isso faz-me confusão.

Como é possivel que os media se tenham unido todos a favor da causa, sem qualquer opinião contra? e para mais, ainda com a colaboraçao da mulher do Mário Soares!

Não entendo!
Quem quer adoptar uma criança, espera anos e anos, e este, só pk foi a mãe a entregar lhe a criança, tem logo direitos?

Então, que sejam as mães, todas as mães, a entregar as crianças, não é?

Olhem só o que se poupava em tempo para a adopçao e nos serviços q tratam do assunto!

Alias, então porque se leva tanto tempo a investigar as pessoas q querem adoptar?

Afinal, a mae que entregou a filha, fez essa investigaçao num abrir e fechar de olhos apesar de nao ter qualquer especializaçao para o fazer.

Que diabos! Num país onde grassam os raptos dos filhos feitos pelos conjuges desavindos e em situaçao de divorcio, e que nunca mobilizaram ninguem, apesar dos muitos esforços nesse sentido

Aparece agora uma tao grande – e espontanea – adesao a uma causa que nao tem qualquer suporte legal visto que, nem mesmo existe uma adopção, ou um projecto legal de adopçao????????

Até porque o pedido de adopçao foi indeferido no tribunal de primeira instancia ha dois anos, o senhor agora condenado é que nao acatou a decisao!

Passamos a defender o fazer justiça por proprias maos à medida de cada um???????????

Juro, que isto me revolta!

(E, coisa estranha! até tenho medo de sofrer represalias, so porque tenho opiniao contraria!)”

Se algum dos leitores tiver acesso ao artigo integral do jornal (só para assinantes) gostaria de o publicar aqui. Obrigado!

98 Responses to “O caso esmeralda”


  1. 1 TalvezTeEscreva Janeiro 21, 2007 às 5:35 am

    «a mae que entregou a filha, fez essa investigaçao num abrir e fechar de olhos apesar de nao ter qualquer especializaçao para o fazer».

    Julgo que esta é uma das maiores barbaridades que ouvi nos ultimos tempos. Esta senhora que pelo azedume acerca da adopção não deve ser mãe, esqueceu-se que para lá de uma coisa chamada ‘instinto de mãe’ (que é um facto, que existe, que nós mães conhecemos bem) certamente que não haverá nunca ninguem que seja melhor juiz para ajuizar do bem estar de um filho que a própria mãe [exceptuando-se algumas aberrações, que fazem a excepção à regra mas que nem sequer é o caso pq como se viu pela abnegação do sargento gomes a mãe fez a escolha certa].

  2. 2 Carlos Pinto Janeiro 21, 2007 às 2:06 pm

    Talvez seja exactamente por “ter de se esperar sete anos” que estes casos surgem. Se a criança não tivesse sido acolhida pelo casal, o que é que lhe acontecia? Ia para um Centro de Acolhimento de Menores onde talvez ainda hoje estivesse. E que teria feito o pai biológico? Provavelmente nada. O interesse do dito “pai” só surge porque lhe “cheira a dinheiro”. Tem dúvidas? Então visite um dos tais Centros de Acolhimento e ouça a história de três ou quatro crianças para ficar esclarecida acerca da dedicação dos tais “pais biológicos”…
    Carlos Pinto

  3. 3 aNtónio Janeiro 21, 2007 às 9:22 pm

    Julgo que esta é uma das maiores barbaridades que ouvi nos ultimos tempos.

    Falando de barbaridades, onde estava o instinto materno daquelas mães que vendem os seus filhos para prostituição, o instinto materno das que os maltratam, se intoxicam e até daquelas raras que os matam. Certamente que a maioria das pessoas seria capaz de ajuizar do bem estar dessas crianças em melhores condições do que as mães biológicas…

    A verdade é que não existe na natureza tal lei, muito menos lei dos homens. E é a essa lei que os tribunais têm de fazer respeitar.

  4. 4 Sandra Janeiro 22, 2007 às 12:24 am

    Desculpem, mas há aqui algo que não entendo. A mãe entregou a menina (filha de pai incógnito, apesar das inúmeras vezes que a mãe lhe disse que era dele!!!) com uma declaração de plena adopção. Onde está o crime???? Quem a obrigava a entregar a filha a uma instituição (sujeita a esperas e sem família, com falta de amor e atenção) se a podia entregar a um casal que a trataria com amor e dedicação??? Eu teria feito o mesmo que ela (sou mãe e sei do que falo). Era preferível tê-la abandonado num caixote do lixo ou coisa parecida e deixá-la à sua triste sorte??? Que pai é o sr Baltazar que só reconheceu a filha pq foi obrigado a fazer os testes de adn, impostos pelo tribunal. Por Deus sejamos coerentes e justos.

    • 5 Jose Silva Maio 22, 2009 às 10:20 pm

      E depois? Se a Esmeralda nasceu de um encontro ocasional,e segundo parece alinhava com qualquer um, porque aquilo que queria era ser legalizada e isso era um meio para tal, qual é o espanto por o pai ter dúvidas que era filha sua? Parece-me lógico. O que é que qualquer homem fazia? A partir do momento que o pai soube que era filha dele perfilhou-a, não foi? E o casal qu detinha a menima começou a fugir , não foi? A menina ainda tinha um ano de idade.

      • 6 Francisco Luiz Março 9, 2010 às 4:20 am

        Aqui, parece-me que existe um excesso de análise legalista e de interpretação de letra de lei.
        É evidente que se existe uma sociedade e um país que tem as suas leis, e que se estas existem são para se cumprir, mas tudo isto se torna muito complicado quando as coisas não são tão lineares como parecem. Se não vejamos….
        Nem todas as leis são adequadas a cada situação o que nos pode levar a concluír que podem não ser justas.
        Neste caso, e segundo a letra da lei, o sr Baltasar reinvidicou o poder paternal da Esmeralda, porque ficou provado que ele era mesmo o pai Biológico da dita criança. É aqui que a crueza da Lei entra naquilo que eu posso definir como de injustiça. E de Injustiça porquê?- Porque embora a Lei possa ser muito “Crua”, ela, não visa a justiça da situação em função dos superioes interesses do “elo” mais fraco que é a criança. Porquê?… – Porque o sistema de justiça se deixou alienar por uma robotização absoluta, o que quer dizer que atitudes de sensibilidade e de humanismo não contam a não ser o cumprimento da lei e ponto.
        Aqui, julgo que se se levasse em linha de conta a forma como tudo isto decorreu, o sr Baltazar nunca deveria ter sido atendido, considerando que numa situação de desespero da mãe Biológica da criança este senhor não assumiu qualquer paternidade e muito menos a responsabilidade que lhe cabia no aparecimento desta vivente no mundo e só depois de as instancias judiciais o terem obrigado a ser submetido a uma prova de DNA, e de ser obrigado a reconhecer esta paternidade é que lhe adveio um amor paternal que, no mínimo, me parece muito suspeito ou mesmo absurdo. Mais… Perante factos destes, e de outros que se vão desenrolanto por todo este País, até parece que quem decide tomar uma atitude de puro humanismo e tudo fazer para que uma vivente recém nascida que lhes caíu dentro de casa parcialmente abandonada, trataram-na com todo o amor que era necessário e o carinho que lhe era devido, se encontra a cometer um crime de “lesa pátria”, sendo por tal facto acusados de criminosos, de gente despresivel, quiçá, sem sentimentos, que, como tal, deverão ser condenados e indeminizar o pobrezinho do ofendido do sr Baltazar, que havia tomado a atitude honrosa e muito digna de despresar a filha quando ela mais necessitava de apoios inerentes à sua condição de Bebé recém nascido. Aqui, que me perdoem a minha ignorância (e chamem a isto o que muito bem entenderem, como populismo, ignorãncia ou outra coisa qualquer) acho que à luz da moralidade as pessoas que tomaram uma atitude absolutamente humana e altruísta são as penalizadas com a agravante de por terem dado tudo o que é devido a esta situação, em contraponto a quem que de direito não o fez, acabando por terem de indemnizar quem não teve quaisquer cuidados que deveria ter tido quando necessário.
        Tudo isto nos poderá levar a entender que a indiferença, a recusa de ajuda, os maus tratos são as formas mais correctas de agir e que é um crime quem praticar a entrega por amor e doação porque são coisas más que não se podem praticar neste Pobre país sem gente capaz de ultrapassar os rigores absurdos de leis “sem pés nem cabeça”, onde se credebiliza a cegueira oportunista de quem não demonstra minimamente ter direito a isso. Assim, as Leis em conjugação com outros interesses decidem sempre contra quem deveria proteger de forma a que se incentive a entrada de mais e mais crianças para o armazem a que de hoje em dia chamam Institutos e colégios, possivelmente para que os autores das mesmas Leis se possam deliciar em práticas como aquelas que estão em julgamento há quase uma década e que cujos acusados por serem figurões importantes da nossa praça, certamente que acabem por se transformarem em vítimas, e as vítimas em criminosos, não me surpreendendo também que apenas haja um criminoso destes acusados que é o motorista.
        Sou o
        Francisco Luiz

    • 7 ana d Novembro 14, 2009 às 12:46 pm

      Muito bem dito, concordo plenamente é pena que a lei iracional deste país não tenha a mesma opinião

  5. 8 aNtónio Janeiro 22, 2007 às 1:25 am

    “pq foi obrigado”

    Donde concluiu tal?
    Tem alguma fonte para isso?

  6. 9 Cecília Janeiro 22, 2007 às 2:30 am

    Sandra,

    vamos supor que você tem um filho em idade de poder ser pai. Um dia uma srª grávida batia-lhe à porta e dizia-lhe que o pai daquela criança que trazia na barriga era o seu filho. Você acreditava? Assim, sem mais nem menos?
    Agora aconselho-a a ler o acordão, mas como é muito grande pode ler o resumo que se encontra aqui: http://www.verbojuridico.net/inverbis/index.php?option=com_content&task=view&id=139&Itemid=31

    • 10 Francisco Luiz Março 11, 2010 às 4:25 pm

      Oh Drª Sandra
      Tenho pena de não conseguir ler o tal “acordão” que VExª indica nesta mensagem.
      Em todo o caso, (salvaguardando a possibilidade de interpretação errónea devida à minha ignorância em matéria de Leis, sempre continuo a pensar que a decisão está errada (à luz da lógica e da moral social)seja ela qual fôr, e que a interpretação que a Lei permite é absolutamente redutora e impeditiva de se ver com clareza todos os reflexos que podem advir na formação da criança em causa.
      De facto, até parece que se está a tratar de uma propriedade onde o direito de posse está em causa. A meu ver, as Leis deveriam ser muito mais maleáveis e quem decide as suas respectivas aplicações deveria ter uma sensibilidade especial para sentenciar com justiça.
      Tive a oportunidade de ver que estiveram muitos psicólogos, pedopsiquiatras e outros escialistas a acompanhar o caso, no entanto, como sempre, estes cursos só existem para que estes façam os respectivos diagnósticos e relatórios de acordo com as decisões dos “DEUSES” (diga-se Juízes e Advogados) porque as Leis não dão outra margem de manobra que não seja o que está escrito. Por isto, os “DEUSES” devem estar mesmo Loucos, visto que a capacidade de discernimento é completamente limitada, a capacidade de retórica não existe, e porque se limitam a cumprir manuais que lhes são impostos, possivelmente porque não servem para outra coisa. (Que raio de “DEUSES” estes).
      Os ditos “manuais”, permitem que se façam estas Injustiças com o despudorado nome de “JUSTIÇA” onde acontece tudo isto, e entre estas saliento este caso, mais o caso da menina RUSSA que se encontrava na companhia e um casal que a queria e criou como filha desde Bebé, e que as Leis decidiram (pela voz e um Juíz e não se sabe mais de quê) que a criança fosse entregue à mãe biológica (RUSSA), que perante uma enorme “escandaleira” no acto da entrega se percebeu logo o êrro que se estava a cometer, verificando-se posteriormente o resultado deste tipo de decisões baseadas na cegueira de Lei, tendo ainda em atenção as declarações que o Juiz que sentenciou este processo, em que teria dito que “estava arrependido de ter decidido desta forma”, ao aperceber-se do que se estava a passar na Rússia e de como estava sendo tratada por sua mãe. Para além destes casos, arrisco a dizer que existem muitos outros sempre com decisões no mínimo polémicas, o que nos leva a admitir que as crianças neste país são vistas e entendidas como propriedades, dado a forma como as decisões são tomadas, naturalmente com forma de Lei (que, diga-se, não entendo).
      Desculpe tanta conversa, mas gostaria de ver qual a sua opinião sobre tudo isto, mas, de qualquer das formas, também não quero deixar de salientar que fico profundamente surpreendido com o facto de ver muitas Mulheres a desempenharem estes cargos, mas, ao contrário do que seria de esperar, por vêzes tornam-se muito mais rispidas e rigorosas no desempenho das mesmas, o que, considerando os assuntos que se estão tratando, me leva a duvidar que estas tenham alguma sensibilidade maternal para melhor entenderem este tipo de questões. (Só a letra da Lei é que conta)
      Com os meus respeitosos cumprimentos sou o
      Francisco Luiz

  7. 11 xana Janeiro 23, 2007 às 3:53 pm

    A mim o q me faz confusão é que os tribunais foram rápidos na decisão de mandar o pai adoptivo para a prisão e com tanto crime , tanto abuso sexual, tanta pedofilia em Portugal ,esses casos demoram anos e anos !!!
    Eu também sou mãe e faria o MESMO k a senhora brasileira fez.
    Entregar a uma familia que CUIDASSE do meu filho.Antes uma FAMILIA, que uma casa Pia!.
    Em pouco tempo, sim, resolveu e encontrou uma solução para uma filha k não podia criar.
    Deixo só uma pergunta, para reflexão.Quem é o pai?
    O que cuidou, acarinhou,adormeceu e se responsabilizou, ou o que involuntariamente cedeu esperma a um óvulo?
    Ponha-se o assunto assim: O que é que mais importa, o bem estar desta criança que tem PAIS, os tais que a amam e cuidam, ou os caprichos do estado, dos tribunais e do esperma fertilizante?
    Haja vergonha e sobretudo bom senso.

    • 12 ana Novembro 26, 2009 às 6:26 pm

      A verdade e esta «A mãe da criança, não foi ter com ninguém. Baltazar soube da gravidez, no 8º. Mês através duma irmã da Aidida que também estava grávida. Logo, disse que se fosse ele o pai assumia. E até deu o telefone a essa tal irmã. A criança nasceu e ele não soube de nada. Só mais tarde, tinha o bebé alguns meses, é que foram a casa do Baltazar, a Aidida e a irmã e falaram com a mãe. Não levaram sequer a bebé. Deixaram ficar um papel m branco para o Baltazar assinar. O Baltazar foi ai Tribunal aquando da instauração do processo de averiguação de paternidade e logo se disponibilizou a fazer testes a assumiu a criança se dessem positivos. Quando perfilhou a criança foi à procura dela e a Aidida mentiu-lhe dizendo que o bebé estava em Lisboa em casa de uns primos. Bem, mas eu estou a contar a história para quê? Está escrita e provada em Tribunal, basta lerem e informar-se.
      Mas custa muito!»

      • 13 Francisco Luiz Março 11, 2010 às 5:12 pm

        Pois é….
        Mas mesmo que tivesse sido assim, (o senhor Baltazar teria sido enganado porque não o haviam informado)mesmo que tudo isso que a srª diz seja a pura das verdades, será que existe imparcialiade na questão e se visa “os superiores interesses da criança”, quando se penaliza alguém que deu amor, carinho, e dedicação a uma Bebé que havia sido (quase) despejada em casa, que lhes tiveram que lhes mudar as frauldas, de atender aos choros, de a apoiar nas alegrias e nas tristezas, de a dotar de todos os cuidados inerentes à vida de um Bebé e tudo o que isso implica, e entretanto, por onde andou o pobrezinho do pai biológico?- Que fez ele ou que lhe foi feito para que lhe seja atribuída um indminização da parte de quem deu grande parte das suas vidas ao bem estar desta criança. Já noutro local afirmei, que esta criança nasceu com a desdita de estar a ser qualificada como propriedade privada advinda de direitos de posse identicos a heranças que vêm de um tetra-avô qualquer que se desconhecia, mas que, depois de se saber a existência da dita propriedade se reinvidica a sua posse por direitos consanguíneos.
        Se houvesse o minimo de sensibilidade a este tipo de questões nunca se iria colocar esta criança como algo (ou coisa) que é por direito propriedade de quem quer que seja.
        De resto, se se põe dúvidas quanto à idoneidade do Casal Gomes, que se poderá dizer da idoneidade do sr Baltazar. Será que o Facto de este Casal ter tentado manter aquela que eles consideravam como filha junto a eles é assim um crime tão grave?… Poderá ser, mas que por isso fossem condenados de alguma forma que não isto que é o despudor de se estar a tirar de quem deu amor e carinho para dar a quem se pavaneou por onde quiz e não gastara nem um centimo com a educação da “coisa” reivindicada.
        Isto mais parece uma penalização de quem fez bem, para além de um incentivo a que seja implantada a indiferença, para que o Estado se assenhore da “educação” das crianças que são preparadas nos armazens a que chamam de “Institutos” e “Colégios”, e aí os fazedores de Leis usarem e abusarem das mesmas conforme lhes aprouver e conforme as possiveis taras que cada um deles possa ter. Isto porque estes senhores são os intocáveis e como tal que ninguém ouse em pôr em causa os superiores interesses dos ditos (não do “elo” mais fraco, as criança).
        Enfim, o Casal Gomes é penalizado, e os “figurões” do Processo Casa Pia, seguramente que serão ilibados com direito a indminizações e sabe-se lá que mais.
        E já agora, Drª Ana, será que o sr Baltasar é assim tão inocente em relação a este caso?- Não existiria nenhuma razão para que a Mãe Biológica se tivesse afastado?- Não teriam existido razões que a teriam levado a ter este comportamento, como sejam maus tratos, baixeza de caracter, tratamento da dita como coisa e quiçá alguma tentativa de prática de proxenetismo (como se entende nas entrelinhas das declarações dela)?- Se fô assim, são estas as garantias de credibilidade para que se justifiquem estas decisões?
        Com os meus respeitos
        sou o
        Fancisco Luiz

  8. 14 Teresa Marques Janeiro 23, 2007 às 5:26 pm

    Há quem diga para ler o Acórdão, antes de manifestar a sua opinião. Já o li. A minha opinião é a mesma. A vitima continua a ser a menina, que não tem que pagar pelos ERROS do Estado, nem pelas ilegalidades cometidas pelos adultos (pais adoptivos/biológicos). A menina deve ser protegida. Para mim é simplesmente monstruoso que haja um orgão de soberania, que friamente ordene a retirada da criança aos únicos pais que ela conheceu.

  9. 15 Tiago Silva Janeiro 24, 2007 às 2:17 pm

    Após ter lido o dito Acórdão, resulta para mim que de facto a decisão nele contida, tal como muitas outras, padece de uma errada consubstanciação dos factos no direito. Desde logo porque o Tribunal não entendeu serem aplicáveis quaisquer circunstâncias que diminuissem por forma acentuada a ilicitude do facto (denominada atenuação especial da pena), quando no meu entendimento, e após ter lido e relido os factos dado como provados, haveria aqui lugar à aplicação da mesma desde logo porque a conduta do arguido foi determinada por motivo honroso, como seja no caso sub judice o de considerar que estava a velar pelo interessa da menor ao fazer com que a mesma permanecesse consigo e com a sua esposa, circunstancialismo esse que, aliás, é integralmente corroborado pelos relatórios da Segurança Social de Santarém datado de início de 2004 (que referiu que a menor estava bem integrada na família do arguido tendo estabelecido laços de afectividade e vinculação) e do Prof. Dr. Oliveira Pereira (que referiu que a menor Esmeralda identifica-se social, cultural, afetiva e psicologicamente com a família do arguido; adianta ainda aquele relatório (que sublinhe-se por relevante, foi elaborado por um especialista que dispõe de conhecimentos técnicos e científicos acerca da matéria em causa, pelo que o seu juízo encontra-se subtraído à livre apreciação do julgador) que a ruptura com os padrões da referência da identidade actual poderá colocar em perigo a integridade psicológica identitária da criança.
    Ora, daqui resulta que ainda que in casu tivesse lugar a aplicação do crime de sequestro agravado a pena teria de ser especialmente atenuada pelo facto da conduta do arguido ter sido cometida no pressuposto de que com a prática da mesma estava a velar pelo interesse da menor, atenuação especial essa (art. 72. n.º 2 al. b) do Cód. Penal) que teria os efeitos preconizados no art.º 73.º daquele Código, isto é, acarretaria que o limite máximo da pena de prisão fosse reduzido de um terço (art.º 73.º n.º 1 al. a) do Cód. Penal), e o limite mínimo fosse reduzido a um quinto (al. b) daquele preceito)donde resultaria que no caso concreto a moldura penal do crime de sequestro agravado passasse a ter como limite mínimo 4 meses de prisão e como limite máximo 6 anos e 7 meses, pelo que, como facilmente se percepcionará, in casu a ter tido lugar este entendimento ao arguido nunca seria aplicada a pena de prisão de 6 anos mas com certeza, e sem estar aqui a fazer o papel de justiceiro, uma pena substancialmente menor.
    Por outro lado, do meu humilde ponto de vista, no caso concreto os factos praticados pelo arguido não são consubstanciadores da prática de um crime de sequestro (onde o bem jurídico protegido é a liberdade de locomoção, a liberdade física ou corpórea de mudar de lugar, de se deslocar de um sítio para o outro). É que uma vez que aquele Tribunal sufragou a tese de que as crianças podem ser vítimas de sequestro sendo que para tal a sua vontade não tem de ser actual mas pode ser potencial ou presumida, não se vislumbra como pôde ter aqui aplicabilidade tal tipo legal de crime na medida em que, dos factos carreados para os autos resulta a dúvida se a vontade actual, potencial ou presumida da criança aponta no sentido de que a mesma se oporia ao acto de impedimento da sua deslocação por acção de terceiro, e isto porque conforme resultou provado à saciedade a dita criança não tem qualquer vinculo afectivo ou pessoal com o seu progenitor, bem pelo contrário, a criança identifica claramente o arguido como sendo o seu verdadeiro pai biológico!!
    Assim sendo, dificilmente se percepciona como pôde o arguido ser condenado pela prática de um crime de sequestro agravado!
    Pra finalizar a minha exposição, até porque a mesma já vai longa, gostava de referir que a justiça pretende-se cega, imparcial e impoluta.
    Contudo neste caso não são esse predicados que a opinião pública, sobretudo a mais bem formada quanto a esta matéria, pretende colocar em causa, mas sim a irracional (aqui com o significado de ser contrária à razão) e deficiente apreciação / valoração dos factos concretos que faz com que a maioria se sinta cego ao tentar vislumbrar a justiça no caso concreto.

  10. 16 O do costume Janeiro 24, 2007 às 2:52 pm

    Pois bem…
    concordo plenamente com a D. Rosário.
    A justiça NUNCA é para ser feita pelas próprias mäos.
    E comentários idiotas do tipo “instito materno” só mesmo corridos à chapada! Ah pois é!

    Agora convenhamos é que a criança näo tem culpa de nada disto. Logo, a bem do seu interesse, deixem-na ficar com a pessoa a quem se habituou a chamar “pai”, porque até parece que ele a trata bem. Mesmo que seja dada a outro casal competente, vai demorar tempo até psicologicamente se adaptar.

    Agora o “pai” deve pagar por ter fugido à justiça, logo, deve bater com os costados na choldra, que é para aprender a esperar, como todos os outros que fazem pedidos de adopçäo e têm que esperar anos para ter um filho a quem possam dar o seu amor.

    Utilizar argumentos como as nojices passadas na Casa Pia näo ajudam à questäo. Näo há aqui escolha entre um pedófilo e um pai, e o vergonhoso é haver pedófilos impunes. Se a justiça em Portugal näo funciona, escolham outros governantes que sejam idóneos e limpem o sistema, e näo sempre os mesmos, à espera que aconteça um milagre e que os mesmos de sempre se tornem de repente incorruptos.

    E continuo na minha: acho muito bem que se investigue a fundo da capacidade dos potenciais pais adoptivos, a bem da protecçäo da criança (que isto há filhos de muita mäe), agora que o processo se arraste indefinidamente, isso näo posso concordar. Alguém tem ideia da média de espera desde que um casal entrega os papéis até receber a criança, em Portugal? Eu gostaria de saber.

  11. 17 Miguel Caetano Janeiro 24, 2007 às 4:58 pm

    Parece-me muito estranho que o bloco unanimista gerado em volta do casal de sequestradores seja liderado por vozes conhecidas pelas suas posições conservadoras.

    O populismo e a demagogia abundam quando o Estado se vê assolado por incompetentes. Recordo mais uma vez que o pai biológico nunca exerceu a paternidade de facto e que aquando do nascimento não tinha qualquer prova efectiva de que a criança era realmente filha dele.

    Não sei se o tão apregoado “interesse superior” da criança está em entregá-la ao pai biológico. Mas acho que também ninguem tem certezas disso se ela continuar nas mãos do casal de Torres Novas.

    O que sei é que todo o ser humano tem o direito de recomeçar do zero, de ter uma vida nova e estabelecer uma relação paternal mútua. O casal de Torres Novas tem negado ao pai biológico essa oportunidade durante os últimos três anos, aproveitando-se da ilegalidade cometida inicialmente pela mãe.

    E os líderes de opinião pública elogiam a atitude, tratando o senhor sargento como um autêntico herói popular. Mas será que não é o preconceito social e discriminatório em relação a quem tem menos recursos e, sobretudo, aos pais solteiros, que está por detrás dessa cruzada pelos valores do “afecto” e do “carinho”?

  12. 18 aNtónio Janeiro 26, 2007 às 1:01 pm

    Miguel, não me parece que se trate de valores, antes de populismo – digo eu que não acompanho. Não haverá à esquerda quem partilhe opinão semelhante?

  13. 19 margarida Janeiro 26, 2007 às 7:41 pm

    há um jornal regional que acompanha este caso desde a regulação do poder paternal. Muito antes de ele, o caso, se ter tornado mediático. Talvez fosse bom fazerem uma pesquisa (o tal semanário regional até tem um diário online, com actualizações como poucos!) para perceberem como as coisas realmente se passaram. Eu, se fosse pai biológico, mesmo antes de o tribunal me ter dado a regulação do poer paternal, já tinha feitoalguma coisa. Quando quisesse ver a minha filha e a tentasse visitar, sem êxito, (o que Baltazar fez durante meses, porque o casal nunca lhe deu essa oportunidade) não esperava pela justiça e teria um dia arrombado aquela porta em Torres Novas e tirado de lá a criança então com pouco mais de um ano. E depois queria ver qual era o tribunal que me condenaria por esse facto. O mal de Baltazar foi esperar pacientemente por uma decisão do tribunal…

  14. 20 margarida Janeiro 26, 2007 às 7:44 pm

    esqueci-me de dizer que o podem pesquisar as tais notícias em http://www.omirante.pt (venham té abaixo, onde encontram à esquerda edição semanal, cliquem e a seguir na pesquisa avançada).

  15. 21 Mariana Janeiro 29, 2007 às 1:18 pm

    Sim, muita ideia do que esperam uns pais para adoptar uma criança. E mais tempo de espera ainda se escolherem as “caracteristicas” da criança como quem escolhe bolachas no supermercado. Mas e enquanto o tribunal se decide, quem é que trata das crianças, pessoa que escreveu “O do costume”? Que falta de sensibilidade é essa que a/o faz acreditar que uma pessoa que acolheu a criança deve ser prejudicada por isso quando se nao a tivesse acolhido provavelmente nao tinha agora familia nem o homem que contribuiu com espermatezoides se lembraria que ela podia ser “filha” dele se nao tivesse feito o teste de adn e nao lhe tivessem oferecido indemnizacoes por isso? Sei muito bem o que é a adopçao e falando por experiencia, pais sao os que adoptam. E adoptar envolve muito carinho, acompanhamento, autenticidade. Pessoa de “O do costume”, se é filho/a de quem a germinou fique já a saber que só isso acontece porque eles o/a adoptaram também. Germinar não basta. É preciso sempre uma adopção. E se a criança fosse dada ao Baltasar como quer a justiça que parece estar moralmente cega, com que bases se adaptaria ela a um homem que só a considera filha pelo adn? Porque não me venha dizer que por ela tem um amor de pai…

  16. 22 aNtónio Janeiro 29, 2007 às 11:47 pm

    Com que entao agora somos contribuintes de espermatozoides? Deva haver algum criterio para passar a pai, provavelmente depois de preenchido um inquerito e aprovado por alguma assistente social.
    Em alternativa um assalto na companhia de 2 marmanjos para recuperar a filha que se nos recusam a entregar ou sequer a deixar conhecer também deve servir…

  17. 23 Aninhas Janeiro 31, 2007 às 2:40 pm

    Tenho achado imensa piada á indignação das pessoas que estão á espera para lhes ser dada uma criança para adoptarem. Parecem aquelas pessoas que estão nas filhas para pagar e reagem violentamente quando alguém lhes passa á frente, para depois se encolherem um bocado quando se apercebem que a pessoa afinal tinha só que entregar um papel para terminar um processo ou se vira de frente e concluem que está grávida e tem prioridade consoante o que está escrito nas caixas.
    O mal, meus senhores e minhas senhoras, não está no facto de o casal ter acolhido a menina aos três meses só com a declaração da mãe. O mal é que a lei sobre a adpção não está feita a pensar nas crianças, nem existe mecanismo nenhum que funcione para as proteger de facto. Se a Sr. Aidida Porto tivesse entregue a criança à segurança social, provavelmente o que tinha acontecido era a bebé ir parar a uma instituição ou família de acolhimento até alguém muito douto decidir quem era a melhor pessoa para tomar conta dela. Se calhar tinham seguido o caminho normal e intimado o Sr. Não sei quê Nunes a fazer o dito teste de paternidade que lhe acordou os instintos adormecidos, e ele, se lhe tivesse dado jeito, tinha-a assumido logo e não estávamos a discutir isto aqui.
    Mas entretanto, a desgraçada estava meses sem uma figura de referência, numa instituição onde não são nem mal tratadas, nem bem, e os primeiros meses de vida dela eram passados de Herodes para Pilatos sem se ter os direitos dela em consideração. Os bebés, embora não pareça, têm direitos, sabem?
    Isso satisfazia os senhores pais na fila á espera de adoptar? Satisfá-los pensar que a criança que lhes irá parar eventualmente á mãos terá que passar por esse processo todo? Satisfá-los pensar que se a vossa vai ter que estar meses á espera da definição do processo, então todas têm que passar por isso?
    Não seria mais razoável e menos egoista lutar verdadeiramente para que as crianças desamparadas tenham um colo o mais rapidamente possível, quer sejam as mães a dá-las, ou a segurança social (com luvas ou sem elas) a entregá-las? Não, aparecem todos indignados porque o Sr. Luís e a D. Adelina lhes passaram á frente, completamente insensíveis ao facto de, na perspectiva da criança, estes serem os únicos pais que conheceu, que a estimaram, que a cuidaram, e que separá-la deles é uma violência desumana.
    Se o tribunal decidiu entregar a menina ao pai aos 9 meses, então decidiu mal. Quem nunca criou um bebé (não é pari-lo, é criá-lo mesmo) não pode apreciar a nível de sacrificio que isso implica, as noites mal dormidas, os dias no trabalho a bater com a cabeça nas paredes porque se está dias e dias em privação de sono, o que é abdicar de ir aqui e ali, de ter isto e aquilo por causa de uma criança. São os muitos sacrificios que se fazem pelos filhos que consolidam o amor que se lhes tem, e por isso, acho interessante o Sr. pai biológico aparecer a pedir uma indemnização depois do casal lhe ter criado a filha durante quase 5 anos. Se fosse um pai responsável, perguntaria aos senhor quanto lhes devia ele, em horas, em fraldas, em médico, em roupa ao fim daqueles anos todos.
    Nem sei se não será boa ideia…entrego os meus filhos agora, que dão um trabalho do caraças a criar, e depois aos cinco ou seis anos, quando em princípio já não dão grande trabalho, vou buscá-los e peço um poucachinho eu também, por conta dos transtornos que tive. Pode ser que dê certo.

  18. 24 aNtónio Janeiro 31, 2007 às 4:03 pm

    O mal, meus senhores e minhas senhoras, não está no facto de o casal ter acolhido a menina aos três meses só com a declaração da mãe. O mal é que a lei sobre a adpção não está feita a pensar nas crianças, nem existe mecanismo nenhum que funcione para as proteger de facto.

    Já para não falar nas leis naturais que assumimos como de direito, e que dizem que a criança devem, por norma, ficar à guarda dos dadores de ovulos e espermatozoides, muitas das vezes incapazes de tomarem conta de si mesmos, quando existem muitas outras pessoas com possibilidades de criar e educar melhor os SEUS filhos, as pobres coitadas tem à partida o seu destino traçado sem que nada tenham feito para merecer tal sorte….

    (favor usar de detector de ironia)

    , acho interessante o Sr. pai biológico aparecer a pedir uma indemnização depois do casal lhe ter criado a filha durante quase 5 anos.

    A ignorância nunca é boa conselheira.

    • 25 ana Novembro 26, 2009 às 9:01 pm

      Não sabe o que diz, Antonio. Mas não sabe MESMO!!! Senão não dizia esses disparates.
      Há CINCO (5) anos que Baltazar anda a tentar reaver a filha de um casal de imorais e alucinados SEQUESTRADORES.
      Você é que parece só ter acordado agora para este caso. Informe-se antes de dizer bacoradas!…

  19. 26 Aninhas Fevereiro 2, 2007 às 2:49 pm

    Ah ele não pede indemnização? Então eu ignorante me confesso.
    Mas mantenho tudo o resto.
    Especialmente quando digo que não é o facto de se ser dador de óvulos ou espermatozoides que legitima alguém como progenitor. O que se passa normalmete é que com mais ou menos condições, os pais biológicos criam os filhos. Têm nesse caso uma dupla legitimidade em reclamar o poder paternal. Ninguém nega isso. Pais biológicos que abdicam do dever de criar não podem vir mais tarde arrogar direitos que só continuam a ter porque alguém tomou a seu cargo os deveres que eram deles. Uma criança só se dá uma vez, e o não se reconhecer em tempo útil é uma decisão por omissão. Não foi por o pai coitadinho não saber que ela era dele que a bebé deixou de ter necessidades que outros se encarregaram de satisfazer. Ao pai biológico ela deve uma milionésima parte da existência dela. Os direitos dele devem ser equivalentes a isso.

  20. 27 Nuno Fevereiro 3, 2007 às 6:31 pm

    Quando era pequeno, diziam-me: quem não sabe, que se cale.
    O interessante é que os orgaõs de comunicação baralharam e agora dão tempo de antena a quem só os ouviu. Se a ignorancia pagasse imposto eramos um pais (muito) rico…
    Onde é que o pai (biologico, pois o outro so pode ser considerado de “coração”…)pediu indemnização?
    Sabem que um pai que fez o mesmo com a propria filha foi condenado a 8 anos, em 2004?
    Será que os pobres não tem capacidade ( e direito) de criar os seus filhos?
    Onde é que a justiça esta cega??? justiça cega, para mim, é aquela que normalmente é só para ricos…
    Já se puseram a pensar nas inverdades que os orgaos de comunicação disseminaram?
    Os OC não deveriam ser isentos?
    Um militar deve obedecer aos tribunais , como todos nós, no minimo…

    • 28 Francisco Luiz Março 15, 2010 às 3:47 pm

      Observação nada tenenciosa e muito menos alienada.
      Parabens por este exemplo de análise tão NUA E CRUA.
      Quem escreve assim nãos lhe doiem os dedos.
      (Em interpretação adaptada ao “quem fala assim não é gago”)

  21. 29 aninhas Fevereiro 4, 2007 às 9:02 pm

    Eh pá, já me confessei ignorante por causa da história da indemnização, mas não li ainda nada que me convencesse que o pai biológico, só por ter dado uma curva com a mãe biológica da miúda, tivesse aos 9 meses qualquer legitimidade para querer assumir o poder paternal. Podia ter pedido direito de visita, mas a guarda não. Tinham passado 9 meses, o que na vida daquela bebé era 2/3 do tempo de vida dela E não tem nada a ver com o facto de o homem ser pobre, se fosse ele rico e o outro pobre a minha posição era ainda mais severa, porque se tinha condições de ter ajudado a desgraçada da brasileira logo de início devia tê-lo feito. Ou isto é assim, quer dizer, engravida-se uma tipa qualquer, recusa-se ajudá-la quando ela pede e depois aparece-se não sei quantos meses depois a reclamar a criança?
    Só peço á providência que a minha vida nunca tenha que ser decidida em tribunal…a sensibilidade humana de advogados e juizes é equivalente á de um camião TIR.

  22. 30 Sandra Fevereiro 5, 2007 às 1:50 am

    aNtónio, concluo do modo mais simples que existe. Quando uma criança é registada como filha de pai incógnito, o tribunal de menores instaura um processo de averiguação de paternidade da criança, não no interesse do pai, mas sim no drtº que a criança tem de saber quem é o seu pai biológico. Tanto é que o sr. Baltazar foi intimado para fazer o respectivo teste, e isto nem ele poe em causa.
    CECÍLIA, a essa questão apenas tenho a dizer o seguinte: se fez e sabe o que fez, pode sim por em dúvida a paternidade e exigir o teste, mas não pode de forma alguma virar a cara à reponsabilidade de um ser que vem a caminho pq no final pode ser mesmo o pai. Outra coisa, se tivesse um filho homem dir-lhe-ia exactamente o que direi a minha filha na idade propria: sê responsável e assume as tuas atitudes, pois sexo sem protecção, o menor dos males é uma gravidez!….. Dá para pensar, não?????

  23. 31 Sandra Fevereiro 5, 2007 às 2:02 am

    Aninhas, não está a ser ignorante em nada. O tribunal condenou mesmo o sargento Luís a pagar uma indemnização ao sr. Baltazar e se não me falha a memória, o valor é de 30.000€.
    E isto tb está no acordão, pq ao contrario do que a Cecília pensa, embora seja extenso, eu já o li.

  24. 32 aNtónio Fevereiro 7, 2007 às 1:29 am

    A enfâse está no APARECER ( a negrito). Aonde é que vão buscar essas “informações”?

  25. 33 aNtónio Fevereiro 7, 2007 às 9:31 am

    E voltando ao Sargento /Pai dualidade:

    N’ao percebo, nem me parece honesto que quem qualifica o pai de marialva ou de oportunista (têm algum dado para o que afirmam ou é só especulação) ao mesmo tempo qualifique o pai de inocente ou santo.

    Eu percebo como alguem na posição do sargento vai tomando decisões isoladas que conduzem a situações mais apertadas – é um passo de cada vez e não me é dificil de imaginar a chegar a tal siuação. Mas a verdade, é que ele sabe, desde cedo, que a criança tinha pais biologicos vivos, que estes a queriam contactar, que o processo de adopção nao era estritamente legal, que quanto mais cedo e mais vezes a criança contactasse com estes melhor seria para a criança em caso de separação como aponta agora o tribunal. Que eles recusaram, e por diversas vezes, o contacto do pai, e julgo que tambem da mae – como se a criança nao tivesse direito a conhecer sequer quem lhe deu vida. Que ao isolar a criança em parte incerta sabia certamente que tal nao seria positivo para a miuda. E que ao usar de todos os meios para adiar a decisao – nao que os grandes culpados nao sejam os tribunais e a justiça, só a prejudica,s eja qual for o desfecho do caso.

    Ao tentar forçar um facto consumado ele cometeu diversos actos, erros e parece que ate crimes que vao influir no desenvolvimento da criança, e poderao perturbar o seu desenvolvimento. Hero my ass.

    E não me venham com a indemnização (De onde tiraram que ele so quer a criança por causa do dinheiro?) Fosse cria minha e até o orifício recto lhe havia de penhorar.

    Vejam este texto para mais informação: usucapiao

    Ler tambem o usucapiao 2 [na opiniao do leitor do costume este texto deve ser lido primeiro], publicado no dia seguinte.

  26. 34 Aninhas Fevereiro 7, 2007 às 1:05 pm

    Nunca disse que ele só queria a criança por causa do dinheiro. Eu acho que ele a quer porque na sua ingenuidade acha que gosta dela, mas se gostasse reconhecia que a intervenção dele nesta altura do campeonato lhe faz tanta falta como uma viola num enterro. E acho incrivel ele pedir dinheiro, em vez de perguntar ao outro quanto lhe deve, e já agora á brasileira para os primeiros impactos, que mesmo só o estar grávida não é muito barato.
    Acho desde o início que dão muita importancia ao espermatozoide que em má hora foi fecundar aquele óvulo, tal como avaliam com muita leviandade o papel de um pai. O pai biológico até podia não querer saber da brasileira para nada, mas o facto de ter ignorado a gravidez dela podia por si só ter obrigado a senhora a abortar por falta de meios para criar o bebé. Já que tanto se discute o aborto agora, não acham que a senhora teria toda a legitimidade para abortar na situação em que se encontrava, grávida de uma relação ocasional, de um fulano que não a parecia levar minimamente a sério? Se ela tivesse nessa altura abortado não havia esmeralda nem ana lúcia, e o senhor Nunes estava dedicado a outras causas, muito mais sossegado. Os direitos paternais dele teriam ficado resolvidos de uma vez por todas, sem que ele sequer tivesse sentido uma beliscadura.
    Mas a brasileira teve a bebé, e até tentou criá-la sozinha uns tempos. Concluiu que não dava conta do recado e entregou-a Alguém tomou conta dela, acarinhou-a e criou-a durante 9 meses. De forma ilegal, é verdade, mas fê-lo com o maior zelo que lhes foi possível. Em termos práticos, a criança existe para disputar porque três pessoas se sacrificaram e lutaram por ela. O senhor Nunes só aos 9 meses é que soube que havia uma menina que passeava os genes dele, mas aos 9 meses a miúda já era filha de outros. Ponto final. Faça outra.
    Não percebo como é que alguém considera devolver a crainça ao homem só porque ele contribuiu com um espermatozóide. Se é isso que para vocês é ser pai, deus me livre de homens assim todos os dias da minha vida. Têm uma noção muito ligeira do trabalho que dá pôr uma criança no mundo e criá-la, seja até aos 9 meses ou até aos cinco anos.

  27. 35 padeiradealjubarrota Fevereiro 8, 2007 às 3:08 am

    O que está em causa neste momento, apesar de todos os erros cometidos, é o supremo interesse e bem estar daquela criança.

  28. 36 aNtónio Fevereiro 9, 2007 às 2:14 am

    Se é o interesse da criança que está em causa teorizemos sobre uma situação um pouco diferente:

    Uma mulher que perde o filho em fase avançada da gravidez entra numa maternidade rapta um recém-nascido, e consegue enganar toda a gente durante 6 anos, incluindo o proprio marido. A mãe verdadeira essa continua inconsolavel e incoformada. Até que um dia a policia segue uma pista e descobre a criança. Qual é o interesse da criança? Viver com o casal que a educou, lhe deu amor e carinho (eram muito bons pais) e tratou das suas necessidades ou entrega-la a uma desconhecida – a mae biologica, só por SER filha desta? Há ainda a justiça /prisao da falsa mae. Se ficar com a criança é o melhor no interesse da criança deve a justiça perdoar-lhe os seus crimes a fim de nao privar uma inocente da unica mae que conheceu?

    Se a resposta aqui é diferente da anterior so pode tratar-se de preconceito. O interesse da criança é aqui o mesmo, ou não?

    Os factos do caso persistem apesar de opiniões diferentes. Pessoalmente tento evitar que os meus juizos sejam enviesados pelos meus preconceitos e ideias pre-fabricadas e recomendo vivamente o mesmo a quem me queira ouvir.

  29. 37 Aninhas Fevereiro 9, 2007 às 12:12 pm

    Estás a comparar o que não tem comparação possível.
    Uma criança foi roubada, a outra foi entregue por ausência de alternativas. E sim, o interesse da criança seria o mesmo. O mesmo no segundo caso o melhor para a criança seria ficar com a família que a tinha criado, embora se devesse permitir visitas e contactos com a família biológica. A minha opinião é a mesma para o caso esmeralda.
    Acho que os direitos destes adultos que todos sem excepção fizeram asneira empalidecem face á necessidade de estabilidade emocional de uma criança.
    Acho os adultos muito mais capazes de lidar com a perda (principalmente se olharem para as culpas que tiveram no processo) do que uma criança de 5 anos.

  30. 38 aNtónio Fevereiro 9, 2007 às 12:45 pm

    Como nao tem comparação possivel, se acabou de o fazer? A situação para a criança é, como diz, a mesma.

    Pelo menos é coerente. Mas a partir daqui discordamos. Eu vejo isto como um caso de justiça, você quer salvar uma criança. Louvavel intenção, mas abrir essa porta é uma caixa de pandora infindavel.

  31. 39 Hugo Besteiro Fevereiro 9, 2007 às 6:26 pm

    Parece-me que se os pais “adoptantes” tivessem cumprido as decisões do Tribunal em tempo oportuno (ler acordão) nem se colocava o problema do “choque” para a criança de ser afastada de uma família que não deve estar com ela nem se colocava a questão da indeminização! Logo são argumentos claramente facciosos.

  32. 40 aninhas Fevereiro 10, 2007 às 8:56 pm

    Quando digo que não tem comparação é no grau de culpa dos “adoptantes” versus “ladrões de bebés”.
    Se no primeiro caso o casal ficou com um bebé que uma mãe entregou, na ausência de pai (era a situação de facto), no segundo a pessoa roubou um bebé desejado a um casal que não tinha qualquer intenção de abdicar dele.
    Acho que também não faz sentido apontarem como exemplos semelhantes os casos de mães ou pais que raptam os filhos depois de divórcios tumultuosos. Uma coisa é privar-se alguém de um direito quando a pessoa tem até ali exercido os deveres implicados no direito. Outra completamente diferente é privar-se uma pessoa de um direito que ela não sabia que tinha, até porque não se interessou activamente por saber se a criança era sua na altura em que o deveria ter feito. Sem deveres não há direitos.
    Já disse que a situação era a mesma do ponto de vista da criança e acho que não são elas a terem que cumprir pena por adultos faltosos. Em ambos os casos, a pena maior seria para a criança, completamente inocente no processo e muito menos capaz de recuperar da perda.
    E se está a insinuar que por se abrir um precedente deste tipo todos os casais sem filhos vão desatar a ir roubar bebés ás maternidades acho que está a perder um bocado o sentido da realidade.
    Os filhos não são posse dos pais, e muito menos de pais cujo único contributo efectivo durante 18 meses de existência foi um espermatozóide. Se o advogado do senhor Baltasar não estivesse tão empenhado em receber a indemnização já o tinha convencido, a bem da criança, a aceitar o direito de visita e ficarem por aí. Se ele gosta realmente da criança, era o que devia fazer.

    • 41 Jose Silva Maio 22, 2009 às 10:46 pm

      Huuummm! Não sei porque insiste tanto em falar de espermatozoides para lá e espermatozoides para cá. Não tem outros argumentos não?

  33. 42 aninhas Fevereiro 10, 2007 às 9:07 pm

    E esqueci-me de outra coisa, sobre as diferentes noções de justiça: se a justiça serve para defender os mais fracos, deve defender a criança antes de mais. Isto para mim é que é justiça. Não é tratar as pessoas como se fossem objectos e devolvê-las aos “donos” ao fim de 6 meses de cuidados efectivos por parte de outras pessoas, quando o referido dono a negligenciou no que estava ao seu alcançe fazer.
    Há danos irreparáveis. O senhor Baltasar, ao não assumir a menina durante a gravidez e na altura em que a mãe biológica o contactou para a registar criou-lhe um dano irreparável. Qualquer homem que se abstém dos seus deveres nestas duas fases não pode mais tarde vir invocar direitos. O prazo já passou, na vossa linguagem, o direito prescreveu.

  34. 43 aNtónio Fevereiro 11, 2007 às 3:10 am

    Repare que so atribui danos irreparaveis à conduta do pai, nunca à dos “pais” adoptivos.

    A conduta dele, nada tendo de exemplar esta longe de ser unica e é vergosanhemente abusada pelos tribunais que esses sim, sao os principais causadores desta situação.

    O senhor Baltasar, ao não assumir a menina durante a gravidez e na altura em que a mãe biológica o contactou para a registar criou-lhe um dano irreparável

    Isto é facto ou está a assumir?
    Deixei o país há quase 7 anos, e provavelmente a promessa de um bom emprego em Pt precisamente para estar presente no nascimento do meu filho e durante o resto da vida dele, mas sobretudo porque confiava na mae. No entanto compreendo perfeitamente o que leva alguem na situação dele a hesitar.

    E quanto aos filhos serem propriedade dos pais, é assim que a lei (quase) os trata. De resto não vejo como possa ser muito diferente, embora eu seja um leigo nisto de leis. Se permitimos que pessoas que usurpam crianças de outras e, educando-as assumam o direito a ficar com elas (e porque as roubam ou adoptam se não é para tê-las como suas?) isso é um forte incentivo a que outros façam o mesmo, o que obviamente nao significa que todos vao desatar a faze-lo.

  35. 44 Aninhas Fevereiro 13, 2007 às 5:57 pm

    É um facto.
    O desenvolvimento de uma criança não pára porque o pai está indeciso sobre se deve ou não assumir a paternidade. A criança continua a ter necessidades imperativas que ou são satisfeitas ou a põem em risco. O senhor Baltasar colocou a filha dele em risco, e quem a retirou desse risco foi o sargento Luís e a esposa.

    E se as crianças são tratadas como sendo propriedade dos pais, a lei está completamente a leste do que seria a justiça. A escravatura já acabou há uma data de tempo, e o que nós temos sobretudo em relação aos filhos é o privilégio de poder assistir ao seu desenvolvimento são e equilibrado. Mas se não estamos lá no início nem delegamos as nossas responsabilidades nalguém que possa estar, perdemos o lugar. Uma criança não pode estar meses á espera que um progenitor decida se a quer ou não, se pode tomar conta dela ou não. Tem que haver um prazo razoável dentro do calendário de desenvolvimento emocional dela para se definir, e depois desse prazo ser ultrapassado perdeu o lugar. Os seus direitos prescreveram, a bem do menor.

  36. 45 LUCYBEL RAMOS RAMOS Fevereiro 14, 2007 às 2:03 pm

    Primeiro: sou mãe.
    E Vou contar uma historia VERDADEIRA de UMA pessoa que conheçí muito bem: Num pais distante,
    uma senhora, mãe solteira, como milhares que andam por aí,entregou sua filha a um casal:Ele, dum alto cargo militar, com excelentes condições de vida.Ela dona de casa.Quando conhecí a mãe biológica da menina, ésta já devia ter uns doze anos. Quando podía, (a mãe biologica,e sem a menina saber)observava a filha no recreio da escola,feliz e crescida! Esta mãe morría de saudades da menina, mais ela preferia calar e deixar a sua filha ser a princesa que os pais adoptivos tinham dela feito.Ela dizía-me: “valeu a pena o meu sacrificio, minha filha têm tudo aquilo que eu nunca poderia ter dado!Cómo sería se eu tivesse ficado com ela? Cómo podería eu chegar agora e retirar-lha daqueles que são os únicos pais que ela conhece? Qué tenho eu senão miséria para lhe oferecer?
    Qué trauma não lhe causaria? Me contento só de ver que ela é feliz com os pais que EU escolhí para ela”
    Isto já têm algums anos…e veio a minha memoria pelo caso da Esmeralda…

  37. 46 aNtónio Fevereiro 15, 2007 às 12:02 am

    LUCYBEL, e sabe porque a lei proibe tal coisa?

    E sim Aninhas é um privilégio vê-los crescer. Mas a lei determina que só determinadas pessoas poderao ter esse privilégio, não quem se tem ou julga em melhores condições para o fazer.

  38. 47 Aninhas Fevereiro 15, 2007 às 12:35 pm

    E o que me diz o amigo antónio dos casos de crianças criadas por amas ou por madrinhas que alguém com vínculo biológico se lembra de reclamar uns anitos depois de ter abandonado ou entregue, para aparecerem mortas por esses mesmos parentes? Assim de repente lembro-me de dois casos: a menina Vanessa, que tinha sido entregue pela mãe a uma madrinha e foi levada pelo pai anos mais tarde para aparecer morta no Douro queimada por água a ferver…e um rapazinho cujo nome não me lembro que tinha sido deixado na ama que o criou até aos 3 ou 4 anos, depois alguém o veio buscar e uns meses depois acabou por morrer vítima de maus tratos.
    Porque é que se há-de dar prevalência á “nature” em detrimento da “nurture”, quando já se concluiu há uma data de tempo que o segundo factor é quase sempre preponderante no desenvolvimento das crianças?
    E qual é o papel da justiça? Defender as vítimas ou castigar os culpados?

  39. 48 Sandra Fevereiro 15, 2007 às 2:21 pm

    É incrível como todos sabem falar “tão bem” dos direitos do “coitadinho” do pai biológico… Meus senhores, é preciso não esquecer que para termos direitos, temos que cumprir com as nossas obrigações e não me parece que o Sr. Baltazar o tenha feito.
    Outra coisa, comparar situações que nem de perto nem de longe tem comparação é de todo ridiculo. Demonstra o desespero de causa por quem nao consegue convencer os outros com argumentos pouco ou nada credíveis.
    As leis por si só não fazem justiça, a sua interpretação e aplicação ao caso concreto sim. Mas para isso é necessário que haja bom senso e sentido de justiça por parte dos nossos magistrados.

    • 49 a Novembro 26, 2009 às 9:16 pm

      No lugar de Baltazar, que faria você,Sandra? Se uma mulher como Aidida lhe dissesse estar grávida de um filho seu, acreditava e aceitava logo, nem querendo sequer saber de testes de paternidade, não é? E consegue dizer isso sem rir, não? E acha que alguém acredita, não é??? De que planeta veio???…

      Se calhar devia era se concentrar no facto de que, LOGO QUE SOUBE, pelos testes, que era o pai, Baltazar requereu, E FOI-LHE CONCEDIDO, o poder paternal sobre Esmeralda que, ORDENOU O TRIBUNAL, devia ter-lhe sido imediatamente entregue!!!

  40. 50 Sandra Fevereiro 15, 2007 às 3:51 pm

    Para todos os que estavam interessados em saber onde encontrava eu as informação ou com que bases afirmava determinadas coisas, aqui vai:
    CÍRCULO JUDICIAL DE TOMAR
    TRIBUNAL JUDICIAL DA COMARCA DE TORRES NOVAS
    42
    Condenar o arguido ao pagamento ao assistente da quantia de trinta mil
    euros acrescida dos juros moratórios legais vencidos desde a notificação para
    contestação acrescida ainda da quantia que se vier a apurar em liquidação de
    sentença devida por danos não patrimoniais ocorridos até à entrega efectiva da
    menor; bem como na quantia também a apurar em sede de liquidação de sentença
    devida para ressarcimento dos danos não patrimoniais acusados à menor Esmeralda
    contados até à sua cessação.

    Afinal as minhas fontes até são fidedignas… ou não?

  41. 52 S.Rio Fevereiro 15, 2007 às 6:05 pm

    Esta situação revolta toda a gente.
    Os tribunais andam de erro em erro até estragarem completamente a vida da menina.
    A primeira decisão errada foi mandar entregar a menina com cerca de um ano ao pai biológico.
    Se a justiça funcionasse , já nessa altura teria sido dito ao pai biológico que tinha chegado tarde de mais.
    Um ano é tempo demais para uma criança. Não se pode abandonar uma criança durante uns meses e depois vir dizer que afinal, se o teste der positivo (e só nesse caso!) até quer a criança.
    Como é que juízes (seres humanos, portanto) podiam ter mandado tirar a menina do seu ambiente familiar para entregá-la a uma pessoa (o pai biológico) que a tinha abandonado até aí?
    O erro começou aí e parece que os juizes não querem dar o braço a torcer: prenderam o pai, querem prender a mãe, gostariam de nos mandar prender a todos porque nos indignamos com as suas decisões.
    Pobre menina a quem a (in)justiça quer tirar os pais que a salvaram da miséria e do abandono.

    • 53 Jose Silva Maio 22, 2009 às 10:57 pm

      Como é que juízes (seres humanos, portanto) podiam ter mandado tirar a menina do seu ambiente familiar para entregá-la a uma pessoa (o pai biológico) que a tinha abandonado até aí?

      Até aì? E depois de saber que era sua filha? Não aperfilhou? E qual foi o com portamento do casal? não foi de fugir? Quem causou maiores danos à criança durante todos estes anos? Se as leis fossem feitas com o coração e não com a cabeça, não haveria razão para existirem tantas prisões. Bastava construir um boa mentira com a cabeça, e conquistar a sociedade com coração.

  42. 54 aNtónio Fevereiro 17, 2007 às 12:27 am

    E o que me diz o amigo antónio dos casos de crianças criadas por amas ou por madrinhas que alguém com vínculo biológico se lembra de reclamar uns anitos depois de ter abandonado ou entregue, para aparecerem mortas por esses mesmos parentes

    Tenho a certeza que encontrará argumentos idênticos em casos de crianças criados por terceiros, não vá por aí.

    De qualquer forma o facto de eu suportar o argumento legal não quer dizer que eu me identifique ou concorde sempre com a lei, não me parece justo, muito menos para a criança, que já em idade (pre-) escolar sejam entregues a quem podendo nao quis saber delas – a negligência paternal deveria ser crime. Não sei o que devia o estado fazer com estas amas e madrinhas porque se nao lhes pode dar o poder paternal não o deveria permitir tirar quando os pais negligenciam os seus compromissos. Disto deve ficar claro que não considero o comportamento do pai negligente, leviano talvez, e que ao longo de 5 anos viu recusada a sua filha por uma justiça ineficaz e mesmo criminosamente negligente e pelos entraves e subterfugios utilizados pelo casal para tentar consumar o facto. Não vou continuar, podem ler o resto nos textos que liguei acima em «usucapiao».

    Sandra, não foram os factos que eu pus em causa, que de facto pedi, mas a leitura que deles quis fazer para lhe sustentar a sua tese da ganância do pai.

  43. 55 aninhas Fevereiro 19, 2007 às 12:22 am

    Ok, então estamos mais ou menos entendidos. Discordamos só no aspecto do “podendo não quiz saber delas”, porque eu acho que os 9 meses de gravidez e os dez dias a seguir ao parto são um prazo suficientemente alargado para que uma pessoa decida se quer assumir responsabilidades ou não. Pelo menos nós mulheres temos que nos decidir em muito menos tempo que isso ou somos inexoravelmente aarastadas para uma situação que nos impõe decisões de facto, como a que tomou a brasileira.

  44. 56 R.Martins Fevereiro 23, 2007 às 11:53 am

    Aninhas, O sr. Baltazar só teve conhecimento da gravidez aos 8 meses de gestação, tinha 21 anos e muitas dúvidas acerca da paternidade uma vez que a sr.ª Aidida Porto não era propriamente uma jovem inocente mas uma mulher madura que trabalhava numa casa de alterne. Parece que tem poucos conhecimentos acerca do assunto como a maioria dos portugueses que estão do lado do mau servidor da pátria(não acata as leis da pátria que diz servir).

  45. 57 Sandra Fevereiro 23, 2007 às 3:02 pm

    R.Martins
    são incríveis as afirmações que o sr. faz:
    1º “…Aidida Porto não era propriamente uma jovem inocente mas uma mulher madura que trabalhava numa casa de alterne. ”
    Sendo assim, ainda mais penso que o sr. Baltazar é mesmo um inconsciente e irresponsável, mas uma coisa é certa, a Aidida Porto soube logo indicá-lo como pai. Não acha o sr. que, a ser verdade que a sra. levava uma vida promíscua, foi muito certeira a dizer o nome do pai?? Não se mostrou nada confusa com quem seria o progenitor da criança, o que seria de se esperar se, e volto a dizer, a ser verdade a sua afirmação. Que eu tenha conhecimento, não constavam mais nomes para proceder ao teste de paternidade.
    2º”…tem poucos conhecimentos acerca do assunto como a maioria dos portugueses…”
    E que conhecimentos extraordinários o sr. tem que os restantes portugueses não têm??? Eu só o vi falar daquilo que sai em todos os jornais… São esses os “grandes conhecimentos” que tem?
    3º”…tinha 21 anos e muitas dúvidas acerca da paternidade…”
    Bem, afinal ele é a verdadeira vítima, coitado, pq ela, mazona, obrigou-o a dormir com ela e fez a filha sozinha… É incrível como em pleno seculo 21 ainda se ouvem tamanhos disparates discriminatórios em relação às mulheres…
    Afinal, parece-me que o sr. é que tem poucos conhecimentos em relação a diversos assuntos.

  46. 58 R.Martins Fevereiro 23, 2007 às 4:26 pm

    Aninhas já que gosta tanto de ler jornais leia o correio da manhã de 05/02/2005. Nesse artigo sobre o caso que tem dois anos, o heroi era outro e até um dos defensores principais do sargento o sr. Villas Boas tinha uma opinião totalmente diferente. Aliás a comunicação social também tinha só agora é que levou o sargento a heroi nacional. Felizmente a justiça que tem toda a verdade e não a que é apresentada na c.social . O infrator tem que continuar na prisão, porque se assim não for vamos todos nós cidadãos e contribuintes fazer a justiça a nossa maneira segundo os nossos interesses.
    Tenho muita pena daquela que sempre se irá chamar esmeralda porque tudo podia ter sido de outra maneira se a justiça não fosse tão lenta e as nossas policias mais eficazes.

  47. 59 JF Fevereiro 24, 2007 às 12:44 pm

    Devo ser marreco intelectual , com certeza … Isto , porque não percebo nada destes comments , ou da maior parte das pessoas que cá postam ….Vejamos : Uma brasileira , já rodada , chega a Portugal , abre o selfservice á malta , apanha na rede um puto imaturo ( o pai da miuda ) entre outros , tanto quanto sei , e um dia aparece-lhe a dizer que ele é pai ….Como é , o gajo deve comer a ideia , ou baldar-se ? Então , se a gaja andou a dar fruta aos cães , só se ia pendurar nele ? oops , nada , até porque a tipa queria era arranjar um motivo pra ficar cá , uma vrz que estava ilegal , escolheu este , talvez o mais novo e mais nabo. O gajo não alinhou , atão os outros cobrem e eu é que pago ? nada disso , foi andando e esqueceu o assunto , fez muito bem , eu fazia o mesmo. Quando foi obrigado a fazer testes e constatou a veracidade do assunto , assumiu , se a miuda era filha dele , o gajo queria-a , normal , ate aqui nada de esquisito. Aqui , começa de facto o embróglio …. Se até á data a miuda não tinha pai , a partir dali passou a ter ….Se o pai a quer , só tem é de ser entregue ao pai …Digam o que quiserem , nada modifica isto. Se alguem tem algo em seu poder , que não lhe pertence , e aparece o dono legitimo , só tem é de entregar e o resto são historias ….. Acto de Amor ?????? tá bem , a gaja que matou o namorado com acido sulfurico pra ele não ser de mais nenhuma , também o fez por amor , daí que devesse ter sido libertada e agraciada , não ????? Não há pachorra ….

  48. 60 JF Fevereiro 24, 2007 às 1:07 pm

    [Comentarios insultuosos serão apagados]

    /antonio

  49. 61 aNtónio Fevereiro 24, 2007 às 1:22 pm

    R. Martins,

    o artigo de que falas está aqui.

  50. 62 Aninhas Fevereiro 26, 2007 às 2:36 pm

    Meu caro R. Martins:
    Eu sendo gaja e mãe de família não tenho tempo para ler jornais, vejo uns telejornais e poucos. O que sei sobre este caso não é minimamente influênciado pelo facto de um ser militar e o outro ser pobre, e coitado não saber ou não ter dinheiro para fazer um teste de paternidade, sobre se a brasileira é ou não um ser humano de pleno direito cuja palavra devesse ser levada em conta…
    A única coisa que me choca neste caso, que continua a chocar noutros e chocará sempre tem a ver com o facto de se tratar um ser humano como se fosse um isqueiro. A leviandade com que se encara o primeiro ano de vida de uma criança, e com que se ignora pura e simplesmente o direito desta á saúde mental, acima de tudo.
    Os adultos envolvidos, todos eles, fizeram asneira. Isso para mim é inquestionável. Só que as asneiras de uns puseram um bebé em risco, e as de outros retiraram-no dele.
    E não torno a comentar este assunto. O senhor Baltasar Nunes deu uma queca com uma brasileira de reputação duvidosa, é o que todos (homens) aqui frisam. A brasileira teve um filho que não podia sustentar, já que o progenitor biológico não o assumiu em tempo útil, e teve que abdicar dele. Alguém tomou conta do bebé dos 3 aos 9 meses. O bebé tinha passado 2/3 da vida (e os dois terços em que se formam laços especiais com os cuidadores, caso os senhores tão bem informados sobre outros assuntos não saibam) com o outro casal quando o pai biológico teve conhecimento que a menina era dele, qual isqueiro perdido e recuperado, e alguém teve a infeliz ideia de lha devolver.
    Para mim não há nada que justifique ir-se tirar uma criança a quem cuidou bem dela para se dar a um pai até aí omisso. Se fosse a mãe, em atenção ao tempo que andou grávida e aos laços biológicos que inquestionavelmente se criam por uma coabitação tão próxima, poderia considerá-lo, se bem que ache que uma criança só se dá uma vez, não há cá voltas. Agora um pai, por conta de uma queca que deu? Bom proveito lhe tenha feito, não foi isso que fez dele pai, nem admito considerar como pai alguém que tão levianamente pretende desenraizar uma criança, que diz ser o melhor que tem na vida, de uma forma tão violenta e cruel. Não digo que ele não a ame: digo que se ele tivesse amor de qualidade para oferecer á menina em primeiro lugar lho tinha oferecido logo, em segundo, percebia que agora, ficar ele com ela é matá-la psicologicamente. Pai nenhum faria isso a um filho, se pensasse primeiro na criança e só depois nele.
    E isto só se está a discutir porque a miúda ainda é portátil: aos cinco anos pega-se bem numa criança a chorar e a espernear, e acha-se que isso passa com o tempo. As crianças esquecem-se depressa, acham os adultos. Se agora pegassem em mim aos 31 e me dissessem que 2/3 da minha vida eram mentira e que eu tinha afinal outro marido e outros filhos para tomar conta, haviam de ver o tempo que eu levava a fazer-lhes um manguito e a voltar para casa. Nem morta eu ficava com outra família. Agora só porque é uma criança parece que se pode fazer isto, supostamente para castigar um senhor que criou a filha que o pai até ali não quiz, e para resarcir outro cujos instintos paternais acordaram miraculosamente com um teste de adn. Que culpa tem a criança destas confusões todas? Porque é que tem que ser ela a maior castigada neste processo? Não basta já ter sido privada da mãe biológica aos 3 meses, porque o pai biológico não acreditou nela e não a ajudou nas despesas com a bebé? E quem compensa a alterneira pela perda dela? Ou as alterneiras não têm perdas, só abrem as pernas e pronto?

  51. 63 R.Martins Fevereiro 26, 2007 às 5:48 pm

    Aninhas, ao contrário do que pensa não sou um gajo machista , mas uma mãe de familia com uma filha quase da idade da esmeralda, informada e com a certeza que os laços de sangue são muito importantes perante os homens mas principalmente perante Deus.

  52. 64 A.M Fevereiro 26, 2007 às 10:44 pm

    Aninhas,eu tambem sou mae,nao condeno a mae biologica nem o pai biologico,mas este assunto tem de ser resolvido e o Sr.sargento e esposa nao tem tido um comportamento lovavel,quando houve recentemente uma reuniao para discutir a melhor forma de poupar a crianca a mudancas bruscas na sua vida,o sr.sargento que ja estava preso e a esposa que nao compareceu e que se encontra em parte incerta, tomaram a posicao do tudo ou nada.Agora aparecem a fazer propostas ao tribunal porque afinal os amigalhacos nao os safaram,isto e uma completa subversao do estado de direito e revela uma obsessao doentia que me faz pensar que a saude psiquica desta crianca esta em perigo.

  53. 65 Aninhas Fevereiro 27, 2007 às 7:39 pm

    Em primeiro lugar duvido que deus exista, se existe está-se nas tintas para isto tudo senão já tinham havido uns tantos fulmionados por raios vindos dos céus. Uma das razões que me fez agnóstica foi o facto de abominar a omissão num pai. Num humano já ela é chata, num divino não se pode tolerar.

    A minha última palavra é: Os adultos que se desenrasquem (afinal foram umas poucas…). A miúda é que não está já em idade de ser transplantada, e quem disser o contrário é ignorante. Para esse mal recomendo a leitura de Bowlby, em três volumes: Afecto, Vinculação e Perda.
    Não admito de forma alguma que seja a inocente a pagar pelos erros de todos os adultos envolvidos.

  54. 66 R.Martins Fevereiro 28, 2007 às 11:19 am

    Aninhas, pensei que não voltasse a comentar. Quanto à existência de Deus tenho pena que duvide da sua existência, porque “felizes os conscios de sua necessidade espiritual”. Mudando de assunto quero contar duas histórias. A 1ª é sobre um caso de um bébé roubado a nascença no Brasil e que encheu páginas de jornal. Ao fim de 16 anos a verdadeira mãe encontrou finalmente o seu filho raptado e aquela que o jovem sempre pensou ser a sua mãe e que o educou com todo o amor está na cadeia. A adptação está a ser dificil mas ambos mãe e filho estão-se a esforçar porque esta separação nunca devia ter acontecido. Qual é a posição deste jovem? Nunca mais quer ter contacto com aquela que o criou e educou e amou e que sobretudo lhe mentiu e escondeu a sua verdadeira identidade e origens. A 2ª história é de uma jovem que eu conheço, hoje com dozoito anos, retirada à familia biológica e depois adotada por um casal bom samaritano. O pai adoptivo bom samaritano, super amoroso e defensor da filha violou-a aos 10 anos. Esta jovem voltou novamente para a familia biológica. Isto não é ficção é real e eu conheço esta jovem que ainda hoje é acompanhada por psicologos e cujo pocesso ainda está em tribunal.
    Com estas histórias eu sou quero mostrar que não podemos generalizar e cada cada caso é um caso. Tenho dito.

  55. 67 S.Rio Fevereiro 28, 2007 às 11:22 pm

    R. Martins

    O primeiro caso que conta, de uma criança roubada à nascença, não tem nada a ver com este.
    Aqui há um casal que acolheu uma criança de três meses, da mãe biológica.
    O pai biológico não queria saber da criança e não deu qualquer apoio quer à criança quer à mãe.
    A mãe, por não ter condições para criá-la, perante a negligência do pai, entregou-a ao casal.
    O casal criou-a como filha e afeiçoou-se a ela.
    Se em vez de uma criança estivesse em causa um objecto, todos estaríamos de acordo em mudá-lo de casa. O problema é que aqui está em causa uma criança.
    Quando o pai biológico decidiu que queria a menina, já ela estava bem integrada numa família, já havia laços de afectividade e vinculação.
    Os erros do pai biológico , ao rejeitá-la apesar de ser apontado como pai pela Aidida, puseram esta criança em risco. A sua leviandade e irresponsabilidade, ao querer retirar a menina ao casal de forma abrupta e cruel revelam que a criança está melhor com o casal. Seria lógico, por isso, o tribunal não lhe ter entregue a criança.
    Aqui o casal não roubou ; o casal salvou uma criança em risco.

  56. 68 Carla Março 1, 2007 às 1:35 pm

    Meu caro amigo S.Rio acredita que o tribunal que decidiu dar a tutela da pequena ao pai biologico ja la vao alguns tres anos foi cruel e irresponsavel? Ainda no dia 30 de janeiro o tribunal marcou uma conferencia com as partes envolvidas no processo para estabelecer como deveria ser o processo de entrega da crianca ao pai biologico.Sabe o que fez o Sr. sargento nao chegou a nenhum acordo porque para ele ou tudo ou nada.Sabe que nao se pode encobrir aos tribunais competentes o paradeiro de uma crianca menor nem mesmo sendo pais biologicos.Pois e isso que o casal adoptante vem fazendo ja la vao mais de tres anos,e por essa razao o Sr. sargento esta preso e a esposa tem um mandato de captura.Quanto a pequena espero que esteja bem,mas ninguem tem a certeza disso.

  57. 69 S.Rio Março 8, 2007 às 8:32 pm

    Sim considero que o tribunal foi cruel e irresponsável ao mandar retirar a criança de 2 anos e meio a um casal que a tratava bem para colocá-la em casa do pai biológico e da madrasta .
    É que um indivíduo que não quis saber da filha nos primeiros meses, colocando-a em risco, não dava garantias de não a voltar a colocar em risco.
    A menina foi registada com pai incógnito porque o dito biológico não a assumiu. teria deixado a criança morrer à fome se não fossem outros a salvá-la

  58. 70 R.Martins Março 9, 2007 às 11:43 am

    S.Rio, continua a não ler o acordão, só assim se explica a sua teimosia. Aconselho a leitura da decisão do tribunal de torres Novas, é fácil, basta escrever Tribunal de Torres Novas no Gogle e enter. Aconselho também a leitura dos Correio da Manhã de 01/10/2004 e 05/02/2005 e assim verificar que a história agora com tem sido apresentada está muito mal contada. Nesta história não há herois, apenas uma vitima deste sistema e do egoismo das pessoas, o seu belo nome é ESMERALDA, para sempre ESMERALDA.

  59. 71 S.Rio Abril 20, 2007 às 4:01 pm

    Pode ler-se tudo que a conclusão é a mesma: é uma barbaridade o que o poder judicial tem feito à criança.

  60. 72 R. Martins Abril 24, 2007 às 6:22 pm

    As mascaras acabam sempre por cair e as mascaras de bons samaritanos deste casal só serve para ocultar os seus próprios interesses. Nestes quatro anos impediram o verdadeiro pai de ter contacto com a criança e querem adiar este encontro o mais possivel porque o tempo é seu aliado. A tentativa para anular o acordo parcial nada tem a ver com os verdadeiros interesses da criança e a alegação de ficar prejudicada em relação aos colegas é ridicula uma vez que só entrou em Abril de 2007 e os seus colegas em Setembro de 2006. Prejudicada já ela estava porque em Setembro em vez de estar no infantário vivia como fugitiva.

  61. 73 Claudia Setembro 28, 2007 às 8:06 pm

    É realmente chocante o que tenho lido. Então um casal que acolhe uma criança e trata dela durante 5 anos para mim são de LOUVAR e têm todo o direito a ficar com a criança. Onde estava o pai biologico quando a mãe da sua filha precisava dele ?
    Este pai biologico NÂO DEVE FICAR COM a pequena Esmeralda.
    Mas que raio de justiça, 5 anos não são 5 dias e os laços que se criaram entre os pais afectivos e a criança , que só conheceu estes pais.
    Agora vão entrega-la a um estranho!!!
    Estou muito revoltada e triste com esta situação.

  62. 74 Claudia Setembro 28, 2007 às 8:08 pm

    S.Rio estou completamente de acordo consigo

  63. 75 Claudia Setembro 28, 2007 às 8:14 pm

    Carla, a si só lhe faço uma pergunta:
    Se lhe quisessem tirar um filho , não fazia tudo para que isso não acontecesse inclusivamente fugir? Eu tenho uma bebé de 20meses e se isso me acontecesse, não pensava duas vezes. Fazia tudo para ficar com ela, nem que tivesse de fugir com ela.

  64. 76 aNtónio Setembro 29, 2007 às 3:03 pm

    Se lhe quisessem tirar um filho , não fazia tudo para que isso não acontecesse inclusivamente fugir?

    Recorrer ao tribunal para reaver a filha que sempre lhe impediram de contactar?

  65. 77 PAULO JORGE SOUSA FIDALGO Outubro 2, 2007 às 3:27 am

    se alguem me ajudar a apresentar queixa em tribunal contra a sociedade em geral por não apoiar a mãe biológica eu estou disposto a lutar por este caso e muitos mais injustos dos pobres em relação aos ricos em suas exorbitâncias luxuosas.
    não sou advogado nem juiz mas sou um elemento da sociedade contra a injustiça social. não é o estado nem instituições nem juizes que são culpados, é a sociedade, principalmente os ricos e que depois vão para plateias, psicólogos e políticos que querem ganhar o seu que são os culpados. a esmeralda á que sofre no meio desta gente toda sendo tratada como um peluche. e a mãe continua abandonada e desprezada pela sociedade.

  66. 78 PAULO JORGE SOUSA FIDALGO Outubro 2, 2007 às 3:29 am

    EU ESTOU DISPOSTO A DIZER CONTRA A SOCIEDADE QUE NÃO APOIA OS PAIS BIOLÓGICOS E LHES DÁ A MESMAS CONDIÇÕES E OPORTUNIDADES QUE OS PAIS AFECTIVOS PARA RELACIONAR-SE COM SUA FILHA, POIS É FÁCIL QUANDO SE É RICO E DAR CONDIÇÕES E OS POBRES DEIXAM DE TER CONDIÇÕES E PERDEM OS SEUS FILHOS POR MELHORES CONDIÇÕES QUE SÓ OS RICOS TÊEM E NÃO DISTRIBUEM A SUA RIQUEZA PARA OS MAIS DESFAVORECIDOS QUE NÃO TIVERAM SORTE. E DIGO QUE A SOCIEDADE É A CULPADA DE NÃO EXPLICAR Á FILHA QUE OS TEM PAIS BIOLÓGICOS QUE QUEREM TER UMA OPORTUNIDADE COM SUA PRÓPRIA FILHA E QUE A SOCIEDADE É CULPADA DO SOFRIMENTO DA CRIANÇA POR PRESSÕES E FORÇAS DOS PAIS ADOPTIVOS QUE A TRATAM COMO SE FOSSE UM PELUCHE. ATÉ OS PSICÓLOGOS COMO O DO PROS E CONTRAS FAZEM MAL Á CRIANÇA E PESSOAS QUE ABRUTAMENTE POR TER DINHEIRO SE ACHAM DONOS DA CRIANÇA. JÁ PENSARAM FAZER JUSTIÇA EM RELAÇÃO Á PRÓPRIA FAMÍLIA BIOLÓGICA QUE NÃO TEVE CONDIÇÕES E SÓ A ENTREGOU POR AMOR PARA NÃO SOFRER NA POBREZA DA SOCIEDADE QUE É A SOCIEDADE QUE PROVOCA A POBREZA. BASTAVA O DINHEIRO DE UMAS CERVEJAS E UNS CHARUTOS E UNS BILHETES DE FUTEBOL E UMAS PLÁSTICAS E UNS PALÁCIOS E UMAS MANICURES PARA FAVORECER ESTA FAMÍLIA BIOLÓGICA QUE FOI REJEITADA PELA SOCIEDADE E CONTINUA A SER MALTRATADA PELA SOCIEDADE QUE AGORA ASSALTA OS TRIBUNAIS PARA SE FAZEREM DE JUIZES ACUSADORES E A SOCIEDADE É QUE HAVIA DE ESTAR EM TRIBUNAL POR CAUSA DESTES CASOS TODOS.

  67. 79 Moinantes Outubro 2, 2007 às 3:34 am

    Bom… depois de tanta tirada jurídica e apontamentos do coração, depois de ver hoje o “Prós e Contras” na RTP, sobres este caso Esmeralda” que afinal é “Ana Filipa” da parte dos “pais”, vou fazer uma abordagem objectiva e sem rodeios:

    Síntese:
    O que se passou foi que o pai Baltazar enrolou-se com a mãe da menina, que por sinal desempenhava as funções de prostituta, engravidando-a. O pai Baltazar, abalou e não se interessou pela barriga…

    Depois de ter a criança, a sra mãe da menina, pensando que se encontrava em plena selva amazónica (e não quero que pensem com esta frase que estou a ter preconceitos racista ou nacionalistas…), resolve “dar” a criança ao casal do Sargento e esposa. Bela escolha…

    O casal do Sargento e esposa, que certamente terão “adquirido” a bom dinheiro este “poder paternal” da bondosa mãe, resolve ir ao notário e fazer uma “escritura”, como quem compra um terreno ou uma casa, para garantir que não vinha nenhum malandro ficar-lhe com a “propriedade”.

    Nisto aparece o pai Baltazar que diz – “Espera aí que agora que a minha filha já não é uma barriga de uma prostituta brasileira…”, resolve “ficar” ele com a criança.

    O tribunal decide, com base no que diz a lei sobre o poder paternal, que a criança deve ficar com o pai biológico… ah, sim… entretanto a mulher do sargento fugiu com a menina para parte incerta e o sargento foi de “cana”…

    Conclusão:

    Alguém com dois palmos de testa me diz, QUEM é que não fez m€rda (perdoem-me a expressão) neste caso?

    Pois eu respondo…

    a menina…

    – o Pai Baltazar é um pulha que engravidou a brasileira e fugiu da barriga, voltando mais tarde quando a barriga já tinha pernas e braços (e quem sabe alguns €€…).

    – A mãe é uma desgraçada… enfim… já terá recebido a sua parte…

    – O Sargento a esposa devem pensar que estão no Biafra e que podiam ficar com uma criança como que fica com um cão abandonado, desde que o notário diga que “tá bem”…

    – Os tribunais fazem de Pilatos e lavam as mãos sob a capa do cumprimento da lei

    …e a criança é, lamentavelmentem, um dano colateral…

    Lamento, mas isto é o que nos difere de todos os outros animais – a capacidade de podermos mentir e de sermos sacanas…

    é a nossa natureza…

    e podem vir o pedopsiquiatras ou psicólogos da moda e restante malta da “psi” com conceitos de paternalismo e amor, pois é tudo treta… somos todos uns sacanas e pronto…

    Tenho dito e desculpem a minha frontalidade…

    Moinantes

  68. 80 acouto Outubro 2, 2007 às 11:17 pm

    estou de acordo com a teresa marques com esta história toda quem sofre e quem vai ficar com trauma mais tarde é a menina,pois os adultos se portaram todos mal.MAS ANTES DE TERMINAR SÓ QUERIA DIZER MAIS ISTO E QUE SIRBA DE EXEPLO PARA MUITAS MÃE A MINHA MÃE ERA POBRE MUITO POBRE TIVE UMA INFANÇIA SEM QUALQUE BRINCEDO. BOLAS DE FUTEBOL NUNCA TIVE MAL AVIA DINHEIRO PARA COMER MESMO ASIM TENHO O MAIOR URGULO DE TER A MÃE QUE TIVE POIS PASSANDO POR MUITAS NECESSIDADES MAS MUITAS MESMO, PORQUE VI A MINHA MÃE MUITAS VEZES A CHORAR DE SOFRIMENTO POR NÃO TER PARA ME DÁR, COMO DIZIA ELA HOJE SE FOSSE VIVA. QUE FARIA DE TUDO PARA ME TER COM ELA. POR ISSO PARA MIM A MÃE DA MENINA É PARA MIM QUE TEM CULPA DE TUDO ISTO. PEÇO DESCULPA A QUEM DESCORDA DO QUE ESCREVI.

  69. 81 Mara Janeiro 5, 2008 às 3:05 am

    Este artigo já tem muito tempo,como tal,já muita tinta correu,mas continuamos a ler notícias absurdas sobre o caso e comentários completamente estúpidos,portanto,eu gostaria apenas de deixar umas linhas…
    1)para começar,o PAI da criança,desde que sabe que é o pai,que tentou ficar com ela;
    2)o sr militar,como sabe que não tem razão e que está a fugir à justiça,decidiu literalmente fugir e agora fazer-se de vítima;
    3)não se pode proibir assim um pai de ficar com a filha,apenas porque a mãe a decidiu dar a alguém:
    4)como já aqui foi dito,usarem o que se passou na casa pia para justificar este acto,mete-me nojo,quase tanto nojo como o que aconteceu na casa pia…porquê?porque há bons técnicos a trabalhar em instituições de apoio a crianças que não merecem essas comparações;
    5)O militar,a mulher dele e a mãe da criança nunca serão vítimas!Há duas vítimas:a criança e o seu pai;

  70. 82 fernando peixoto Fevereiro 18, 2008 às 8:52 pm

    CUSTA-ME A ACREDITAR
    DO QUE OS HOMENS SÃO CAPAZES DE FAZER
    SE PARAR-MOS UM POUCO PARA PENSAR
    NO CASO DA ESMERALDA O QUE ESTÁ A ACONTECER
    O PAI BIOLÓGICO NÃO ESTÁ A SER SENSATO
    POIS QUE Á ESMERALDA NUNCA DEU UMA ATENÇÃO
    AGORA PROVOCOU TODO ESTE ESPALHAFATO
    E AINDA QUER RECEBER UM DINHEIRÃO
    TODOS ESTES ANOS O SARGENTO GASTOU
    MUITO DINHEIRINHO PARA A ESMERALDA
    EDUCAR
    E DE UM MOMENTO PARA O OUTRO TUDO
    MUDOU
    PORQUE O BALTAZAR Á CUSTA DA FILHA
    MUITO DINHEIRO QUER GANHAR
    POR ISSO CUSTA A ACREDITAR
    QUE O AMOR DE BALTAZAR SEJA AMOR VERDADEIRO
    É QUE EU NO LUGAR DELE PARAVA PARA PENSAR
    NO FUTURO DA ESMERALDA PRIMEIRO

  71. 83 Manuela Ribeiro Abril 10, 2008 às 2:15 pm

    Pois… já alguem pensou nos sentimentos desta menina???

    Já alguem perguntou a esta criança a quem ela ama e quer????

    Já alguem se se questionou como é perder alguem que se ama, o seu mundo, os seus “pais” para ser entregue a um desconhecido??

    Quando este pai biologico tiver que encarar a realidade ou seja a filha não o querer, não gostar dele, como é que ele irá reagir? Irá ser bruto? Irá magoar fisicamene a menina? Como vai ser?

    Fala-se muito dos adultos mas OUÇAM:

    E A CRIANÇA TEM OU NAO DIREITO A UMA OPINIAO SINCERA COMO È PANÁGIO DAS CRIANÇAS? EU SEI COMO ELA SE SENTE, CASOS COMO O DELA EXISTEM MAIS DO QUE POSSAM IMAGINAR… DEIXEM A PEQUENA VIVER UMA VIDA FELIZ JUNTO DAQUELES QUE A AMAM, O PROGENITOR SE A AMA, ENTAO DEVE ENTENDER QUE NAO TEM O DIREITO DE ARRANCAR A ESMERALDA DO SEIO DA SUA FAMILIA.

  72. 84 coutinho Maio 23, 2008 às 2:08 am

    sou homem e tenho muita coragem para dizer o que estou a dizer hoje. eu faria o mesmo que o baltazar até mesmo porque a brasileira era fruta que toda a gente pegava, dizem que cheira a dinheiro a baltazar, e porque não dizer que ouve dinheiro entre a brasileira e os pais adotivos?

  73. 85 S.L. Julho 17, 2008 às 5:58 pm

    Acho indecente, um serviço de informação tomar partido num caso. E quem somos nós para julgar quer for. Se a adopção não tivesse regras, qualquer um adoptava, um pedófilo, um doido…
    Sejam coerentes e justos… não podemos julgar ninguém…
    Uma coisa é certa, gosto da posição do pai biologico, ao menos não é sensionalista, ao contrario do general e lda

  74. 86 G. Alves Agosto 15, 2008 às 9:38 pm

    Baltazar ao ter uma relação casual com uma mulher, cujo comportamento, era demais evidente, disse, sempre , não foi obrigado, queria fazer o teste de paternidade e, se a criança, fosse sua a perfilharia e ficaria com ela.
    A mãe como queria vida livre, e sem o conhecimento de Baltaza, “traficou” a criança, a um casal, como de uma mercadoria se tratasse , cuja finalidade era sentir-se realizado como pais e, “fugiam”, assim à lei de adopção e sua espera.
    Baltazar quando soube da situação e a menina já estava, por ele, perfilhada, dirigiu-se várias vezes a Torres Novas e telefonava ao casal e nada, era como se não existissse ninguém.
    Nesta questão quem procedeu mal ,e continua a proceder, é o casal que fala, para a menina do seu pai ,de forma a criar-lhe, medos e papões, insegurança naquela cabecinha, são eles que lhe provocam instabilidade emocional e depois dizem, com descaramento, “a menina, ainda, não está preparada para a transição”.
    A menina quando visita o pai, está satisfeita, mas fica sempre, a ser vigiada, pelo casal que a inibe de expressar os seus sentimentos.
    Esmeralda, disse a alguem, já veio publicado, “não diga, a eles que eu abraçei o Baltazar”.
    É isto amor? não, não é, certamente, parafraseando o distinto neuropediatra, Nuno Lobo Antunes, no Programa Prós e Contras ,”
    o sargento esteve preso, não foi por amar mas, sim, por não dizer onde se encontrava a criança”.
    Este casal rodeou-se de gente dita “de peso” as quais aparecem com a televisão para dar cobertura, às suas visitas, a comunicação social não tem tido o papel de quem deveria conhecer todos os trâmites deste caso, enfim, tornou-se num caso mediático, como tantos outros neste país.
    É só ler o livro “Esmeralda-sim” que se fica a conhecer-se todo o historial desta saga.
    Baltazar tem toda a razão, se a Justiça tivesse procedido, na altura exacta, ao fecho desta
    “novela” tudo estaria resolvido e bem.
    Quem não se lembra de uma criança que foi roubada, à nascença, da Maternidade de Penafiel, e apareceu ao fim de um ano. Na altura, assisti pela televisão, à saída ,da sua mãe biológica, do Tribunal, onde explicitou que a criança estava feliz e nada tinha estranhado. Pois é, seria o mesmo que teria acontecido a Esmeralda.
    Baltazar, este ano alugou uma casa, na praia ,para passar alguns dias, com a sua filha, e o casal logo que soube da intenção alugou outra.
    Onde é que já se viu isto? Baltazar tem o direito de passar férias com a sua filha, seria um teste
    à própria situação, a menina seria visitada , se isso fosse entendido, por a Entidade competente, para ver como estava a agir, mas, nunca o casal.
    A isto chamava-se querer resolver a questão e pôr as coisas no seu lugar.
    Não se compreende como é possível arrastar, há 5 anos , um processo cujo personagem principal, é uma criança.
    Poder-se-á dizer que este caso se tornou numa vergonha nacional.

  75. 87 isabel costa Dezembro 30, 2008 às 5:34 pm

    HOUVE ERROS, TANTO DA PARTE DOS PAIS AFECTIVOS COMO DOS PAIS BIOLÓGICOS
    MAS QUEM ESTA NO MEIO DISTO TUDO É UMA CRIANÇA…
    QUE CRESCE DEBAIXO DE UMA GUERRA, E AGORA ESTA A SER PUXADA PELOS BRAÇOS, O PAI BIOLÓGICO PUXA UM BRAÇO, OS PAIS AFECTIVOS O OUTRO BRAÇO.
    GOSTA DE QUEM A CRIOU E COMO É NORMAL, REJEITA O PAI BIOLÓGICO, QUE AFINAL NÃO PASSA DE UM ESTRANHO, SEM CULPA DELE…MAS QUEM NÃO TEM REALMENTE CULPA É A MENINA, E ESTA É QUE ESTÁ A SOFRER…TANTO VÃO PUXAR QUE ELA VAI PARTIR…
    ATE NÓS ADULTOS, SE NOS INIBISSEM DE VER OS NOSSOS FAMILIARES E AMIGOS FICARÍAMOS TRISTE COMO A NOITE…IMAGINEM O CORAÇÃO DESTA CRIANÇA…
    ELA VAI ACABAR POR SE TORNAR UMA PESSOA INSTÁVEL, INFELIZ E DESEQUILIBRADA, E ESTE BALTAZAR NUNES QUE TEM SIM SENHOR SEUS DIREITOS SERÁ O RESPONSÁVEL PELA DESGRAÇA DESTA CRIANÇA…ÉS UM MONSTRO…

  76. 88 Manela Janeiro 10, 2009 às 12:55 am

    Este caso é um absurdo!
    Sou educadora de infância, e imagino o que esta menina está a passar.
    A Exmª. Doutora Juíza que decidiu entregar a criança ao pai biológico, de certeza que não deve ser mãe.
    Não podemos esquecer, que é nos primeiros 6 anos de vida que a criança aprende uma boa grande parte das aquisições que lhe servirão de base para a sua vida futura.
    Quem é mãe sabe que uma criança passa por fases muito importantes nos primeiros anos de vida. Aprende a andar (dá os primeiros passos), aprende a falar (chama mãe à pessoa que constantemente no dia a dia cuida dela).
    Pense em quantes vezes a mãe dita adoptiva passou noites em claro porque a sua filha estava com febre! Quantas vezes a levou a consultas de rotina! Quantas vezes a levou a passear no parque!
    De um momento para o outro, sem uma razão plausivel aparece um senhor, dito pai biológico e diz “sou o pai, quero a guarda da minha filha”! Onde estava este pai durante os primeiros anos de vida da criança que diz ser filha dele?
    Ah! Se calhar adormeceu num sono profundo e só acordou agora!
    Se tivesse o minimo de vergonha, e se realmente ama a criança de quem diz ser pai, deixava-a ser feliz com quem a criou e com quem lhe deu amor, carinho.
    Snr.Baltazar Nuno, o senhor é o tipo de pai que nenhuma criança gostaria de ter! Nem mesmos as crianças de rua gostariam de imaginar sequer ser filhas de um homem oportunista (quer enriquecer à custa da filha) e obarde (quer ser feliz á custa da infelicidade de uma menina que no passado abandonou e negou!

  77. 89 Maria Janeiro 10, 2009 às 2:02 am

    Acabei de ler a intervenção de uma mãe, relativamente ao caso de “Esmeralda” e fiquei chocada!
    Sou professora e exerço funções em várias instituições. Isto a prepósito de esta criança ter tido outro destino quando o dito pai a abandonou! Foi uma criança com muita sorte.Que seria desta pobre menina institucionalizada?
    Engane-se quem pense que as Instiuições de Acolhimento ou IPSS’s tratam bem as crianças! A maior parte das pessoas que se designam de “Directores” dessas instituições são hipócritas, oportunistas, porque enriquecem à custa de crianças inocentes e dos próprios pais, que obrigados a confiar os seus filhos são enganados porque pensam que lá os seus filhos estarão bem e que acima de tudo serão bem tratados.
    Como profissional, vou dar-vos um exemplo do que presenciei durante alguns anos numa IPSS do concelho de Fafe.
    Crianças a quem eram dados iogurtes, tulicreme fora de prazo!
    Auxiliares que chamavam “filhos da ….. ” às crianças e que as deixavam à própria sorte na hora de dormir (recém-nascidos e bébés ainda pequeninos ficavam sozinhos, enquanto a auxiliar ia por a conversa em dia com a directora da institição).
    Devo dizer-lhes que uma das crianças sofreu no prazo de 1 mês dois traumatismos no mesmo braço devido a uma queda da cama onde dormia durante o período de tempo em que esta sala (dormitório) supostamente deveria ser vigiada por esta auxiliar.
    Este desabáfo é apenas um pouco do que as crianças passam entre as 4 paredes de uma IPSS’s!
    Pobres crianças!Aos pais nem lhes passa pela cabeça o que os filhos passam.
    Em relação ao caso da Esmeralda, dou os parabéns ao casal adoptivo, pelo carinho, dedicação, amor e pela oportunidade que deram a esta menina. Não dúvido sob hipótese algunma da vida cheia de felicidade que esta menina teve durante este tempo que esteve convosco.
    Foram pais incrivéis!
    Em relação ao dito pai biológico, neste momento deve estar desejoso de por as mãos em cima do dinheiro que vai receber à custa da infelicidade da Esmeralda.
    Á Doutora Juíz que proferiu esta penosa sentença para uma criança de tão tenra idade, dou-lhe os parabéns primeiro porque não deve ser mãe. Segundo porque tornou a vida desta pobre inocente um inferno, que concerteza aumentará a cada dia que passa na companhia do Snr. Futuro milionário Baltazar Nunes. Doutora Juíz, atrevo-me a questioná-la. A senhora consegue deitar a cabeça na almofada e dormir um noite de sono tranquilo depois da desisão que tomou?
    AOS PAIS QUE AMAM OS SEUS FILHOS, PEÇO-LHES QUE SE COLOQUEM NO LUGAR DESTES PAIS! Quem cria é quem dá amor. Quem ama é quem vive passo a passo os momentos felizes e dificéis na vida de uma criança!
    OU SERÁ QUE UM PAI PODE ENRIQUECER À CUSTA DO SOFRIMENTO DE UM INOCENTE QUE NÃO SE PODE DEFENDER?
    Deixo aqui um apelo aos Senhores Doutores Juízes deste país : “Lembrem-se do caso da Joana. Porque será que a entregaram a mãe biológica, para ela a matar?
    PENSEM NO INFERNO QUE ESTA POBRE MENINA VIVEU ANTES DE MORRER!

  78. 90 Silvia Pereira Janeiro 13, 2009 às 2:47 am

    Eu sempre fui e sou contra os homens que procuram sexo, oferecendo em troca dinheiro. E penso que são homens sem grande moral. E acho deplorável que haja homens que procuram sexo dessa forma. Na minha opinião se existe “meninas da vida” é porque há procura. Se não houvesse procura, não haveria oferta. E no entanto, eu não condenam essas mulheres, porque na nossa sociedade, a maioria das mulheres são tão mal remuneradas, que se forem sozinhas, não conseguem suportar tantas despesas ou dificuldades. Por isso nunca culpo a elas, mas sim os homens sem escrúpulos, que se aproveitam das dificuldades de grande parte dessas mulheres. Por exemplo, neste caso específico, acho lamentável, que sabendo que talvez fosse o Pai biológico, não foi capaz de lhe dar o beneficio da dúvida, e lhe ajudasse logo aí, a acarretar com os custos. Quem anda à chuva, molha-se. E mesmo que depois descobrisse que afinal não era dele, pelo menos tinha agido da forma mais humana, a ajudar um outro ser em desespero. E lembro-lhe mais uma vez, que podia ser um bebé dele, e que estivesse a passar necessidade. Ora se todos os homens pensam assim, estamos num mundo muito triste. E por isso há tanta criança a sofrer. Há tantas mães abandonadas à sua sorte, e este caso foi um exemplo disso. Essa gravidez sofrida sem qualquer ajuda, e o 1º ano devem ter sido horríveis para essa mãe. E, penso, que na sua boa fé, ela só quis o melhor para a filha. Por isso, acho que ninguém mas ninguém tem o direito de a julgar. Nota: Eu sou mãe de uma criança de 5 anos, e sei, que se neste momento lhe dissesse que iria viver com outro casal, ela não ia querer. Por isso não acredito que a menina não sente saudades do casal que esteve com ela até agora. Acho que também sabem disso.

  79. 91 AJR Janeiro 22, 2009 às 10:27 pm

    Para quando um sistema de avaliaçao do estado psiquico dos Juizes?
    A mim obrigam-me todos os cinco anos a fazer um exame de aptidao psicológica para poder continuar a trabalhar

  80. 92 Natalie Abril 26, 2009 às 6:18 pm

    Petição Por Esmeralda

    Diziam os antigos, e sabiamente: “parir é dor, criar é amor”.

    A Esmeralda sabe muito bem o que significa a palavra amor. Felizmente, e apesar das suas origens tão atrapalhadas, foi abençoada pelo amor e carinho de um casal, a que o destino roubou a possibilidade de gerar um filho natural.

    E esse casal, antes de algo mais, entregou-se à missão de a criar, amar e educar, tarefas que nunca hesitaram aceitar, confrontados pela situação duma menina em dificuldades por uma mãe sem posses e abandonada pelo pai que só o quis ser depois de chamado pelas autoridades.

    Agora, estão a tirar à Esmeralda esse amor que conheceu desde sempre, o único que durante muito tempo lhe quiseram dar, o único que conheceu, mas também o maior, o completo, o total.

    Sabendo do passado desta menina, que conheceu um pai e uma mãe, uma família, um projecto de vida …

    – Poder-se-á acreditar na transformação radical que alguns dizem que assumiu?
    – Como é que esta menina viverá, forçada a ignorar a mãezinha e o paizinho?
    – Como é que esta menina pode ser feliz apagando todas as memórias boas que viveu?
    – O que é que se está a fazer com esta menina?
    – Como é que alguém pode avaliar o bem estar da Esmeralda numa situação de ruptura total como a que está a acontecer por estes dias?
    – Estar-se-á a castigar esta menina, condenando-a a pagar com sofrimento uma pena que querem aplicar aos pais afectivos?

    Esta petição tem por finalidade pedir a todos que, pelo menos por um minuto, fechem os olhos, se recriem nesta história, e olhem à sua volta, procurando noutras crianças de 6 anos, a mais improvável possibilidade de um momento para o outro deixarem de gostar de um pai e de uma mãe e passarem a gostar de uns novos.

    Pensem também os Pais de uma criança de 6 anos que agora lha tiravam e não a deixavam consigo contactar. Pensem, mas pensem não no vosso sofrimento, mas no da criança.

    Será possível? O que é que está a acontecer a Portugal?

    Seremos todos responsáveis pela nossa inércia. Porque o que é desumano tem que ter resposta. E nenhum de nós pode ficar imune e quieto.

    Por favor, reaja, junte a sua assinatura a esta petição; vamos despertar consciências e pôr este país a reflectir no que de verdadeiramente assustador e quem sabe, irremediável, poderá estar a acontecer à Esmeralda.

    Um dia a mais é mais um dia de sofrimento atroz.

    Por favor, envie esta mensagem a todos os seus contactos.

    Contamos consigo.

    Peticao.com.pt/por-esmeralda

    • 93 a Novembro 26, 2009 às 10:06 pm

      O blogue por esmeralda e um espaço só diz bem a favor dos Gomes e até penso que e o luís Gomes que deve estar por detrás eu tentei por lá este comentário e eles nunca o publicaram!« A verdade e esta «A mãe da criança, não foi ter com ninguém. Baltazar soube da gravidez, no 8º. Mês através duma irmã da Aidida que também estava grávida. Logo, disse que se fosse ele o pai assumia. E até deu o telefone a essa tal irmã. A criança nasceu e ele não soube de nada. Só mais tarde, tinha o bebé alguns meses, é que foram a casa do Baltazar, a Aidida e a irmã e falaram com a mãe. Não levaram sequer a bebé. Deixaram ficar um papel m branco para o Baltazar assinar. O Baltazar foi ai Tribunal aquando da instauração do processo de averiguação de paternidade e logo se disponibilizou a fazer testes a assumiu a criança se dessem positivos. Quando perfilhou a criança foi à procura dela e a Aidida mentiu-lhe dizendo que o bebé estava em Lisboa em casa de uns primos. Bem, mas eu estou a contar a história para quê? Está escrita e provada em Tribunal, basta lerem e informar-se.
      Mas custa muito!»
      Por isto e que eu acredito que Esmeralda esta muito bem como pai pelo menos ele não a vai dar a ninguém!

  81. 94 Rosário Marques (Sim a do 1.º comentário) Junho 26, 2009 às 2:26 pm

    Passado todo este tempo,

    Esmeralda está com o SEU pai,

    Feliz, com excelentes notas na escola, e a não suportar sequer a ideia de ver os Gomes, apesar de a psicologa tudo ter feito nesse sentido.

    É por ela estar bem, e não se ter suicidado, como gritaram aos quatro ventos, os pedopsiquiatras e os psicólogos, em todos os meios de comunicação, que já ninguém fala dela?

    Estavam todos tão interessados e desinteressaram-se assim tão rápidamente?

    Ou estão só atentos à espera que haja sangue, para ir lá bicar a carniça??

  82. 95 KATIE Abril 8, 2010 às 4:46 pm

    TENHO 1A IRMA QUE FOI ROUBADA DA MATERNIDADE PELO PAI E ENTREGE A UMA IRMA DO MESMO A MINHA MAE SOFRE DE 1 PROBLEMA GRAVE E EU ERA MENOR NAO PODIA FICAR COM ELA HOJE TENHO 21 ANOS E TENHO DOIS FILHO MAS VOU FAZER DE TUDO PARA A RECUPERAR FOI LHE ROUBADA O CALOR DA VERDADEIRA FAMILIA.
    E SANGUE DO MEU SANGUE

  83. 96 esmeralda Julho 18, 2011 às 11:02 pm

    acho que a menina foi muito forte


  1. 1 » “Caso Esmeralda: Texto Integral do Acórdão” (actualizado) Trackback em Janeiro 20, 2007 às 11:39 pm
  2. 2 Esmeralda finalmente « Há Mouro na Costa Trackback em Setembro 27, 2007 às 10:49 am

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