Youtube na campanha eleitoral

Novidade desta campanha, os partidos estão a utilizar o youtube para chegar aos eleitores mais adeptos da internet. Interessante como perceberam rapidamente que poderiam utilizar este meio para passar uma mensagem diferente, e direccionada ao público mais jovem: um dos candidatos (conservador) apresenta uma campanha mais humorada, algo que poderia não ser bem aceite nos media tradicionais.


Candidates Turn to YouTube to Reach Voters

Candidates in Finland’s upcoming parliamentary elections are taking advantage of the free-video sharing website YouTube to help bolster their campaigns.

Nearly all parties have some sort of material on the site, which allows users to upload, view and share video clips.

Terhi Pirilä, who works on National Coalition candidate Sauli Niinistö’s campaign, said YouTube lets her team add humour to their work. She added that they have received a substantial amount of positive feedback on the video material.

Traditional channels to obtain young peoples’ votes have not always been effective. While an older audience is generally more interested in watching political debates on television, YouTube has the advantage of reaching younger voters.

For smaller parties, using YouTube lets them reach voters for free. Lasse Miettinen, the Green League Secretary of Organizational Affairs, said his party has difficulties competing with larger parties which have more funding. The internet offers an equal playing field for candidates.

4 Responses to “Youtube na campanha eleitoral”


  1. 1 Colin Brayton Fevereiro 10, 2007 às 11:44 pm

    Interessantíssimo

    A problema aqui no Brasil foi quando materiáis proibidos pela Justiça Eleitoral continuavam circulando em servidores lá no Gringolânida, especialmente no YouTube.

    Eu não sei se seria possivel evitar isso, mais eis a escolha: Ou se permitirá um vale-tudo — a situação que se vê nos EUA agora, como no caso do “ONG” de fins não-lucrativos Swift Boat Veterans for Truth no 2004, que pretendia desmentir o serviço de um does candidatos — ou você vai tentar impedir propaganda eleitoral que “pretende levar o eleitor em error,” que nem se faz com propaganda de pasta de dentes e alimentos.

    Houve muitas reclamações deste tipo no TSE no ano passado, notei, muitos deles bem-sucedidos, como uma programa da Brasil Decente que falou de crimes eleitorais no caso do “dossiê.”

    Um caso ainda hoje não muito bem esclarecido, porém agora a PF informa que os aloprados não vaõ ser indicados, e que a montanha de dinheiro foi adquirido por meios lícitos, et cetera.

    Ouvi que Mercadante tem que responder por alguma coisa, mais não consigo entender porque.

    Eu tambem achei exemplos de propaganda escancaradamente mentirosa que foram profissionalmente produzidos e botados diretamente no YouTube, que devemos entender fica fora do controle da Justiça Eleitoral.

    E para eu não ser carimbado de gringo-petista, eu apontaria que até o video de Serra com os sanguessugas, tirado do suposto dossiê, podia ser citado como exemplo, uma vez que alguns petistas entusiasmados postou-o como “prova” do envolvimento do carecão uspiana na maracutaia geral.

    Foi prova do que o cara foi pro Mato Grosso e fez um discurso, como ministros costumam fazer. Podiamos brincar que um discurso de Serra deveria ser um delito — lenga-lenga demais; eu até gosto, mas sou um cara meio esquisito nesse sentido — mais na verdade não é.

    Difícil, tudo isso. Os tribunais ficam lotados com processos querendo definir o que fique verdadeiro e o que fique falso. Como disse o Romano que julgou Cristo, “o quê que é a verdade, no fim das contas?”

    O Mexico tem uma lei parecida que impede a divulgação de mensagens eleitorais desde fora do pais, mais simplesmente não foi observado nas eleições do julho passado, apesar das reclamações do candidato que agora fala de fraude. E deu que deu.

    Mas agora que a Justiça brasileira aparentamente tem o poder de mandar tirar a bunda de Cicarelli do ar, talvez a gente assistirá mais processos desse tipo em futuras eleições.

    Cê acha? Bom pros avogados com gel nos cabelos, que cobram por hora, grande confusão para todos nos.

  2. 2 aNtónio Fevereiro 11, 2007 às 2:57 am

    Parece-me que acima de tudo se trata de uma questao cultural – cultura em sentido de valores mas tambem daquilo que é aceite como admissivel numa campanha. Se nao for pelo video ou pela internet eles encontrarao outras formas de caluniar e deturpar os opositores embora neste caso a internet abra novos horizontes aos trapaceiros.

    Não copiei mas o ultimo paragrafo da noticia refere-se precisamente a esse problema, o jogo abaixo da cintura e fala que o video ainda nao foi utilizado nessas maquinações. Palpilta-me que o há-de ser, embora de uma forma mais discreta, se chamar demasiado à atenção os eleitores e os media vão notar a marosca. Mas estamos a falar de um país pequeno e bastante calmo/civilizado onde o maximo que se viu foi chamar lesbica à candidata Halonen (tenho amigos que votaram precisamente por “isto”* contra ela embora soubessem ser falso). Nas ultimas eleições, surpreendentemente renhidas tambem houve alguma lama a voar mas era só pôr em causa o trabalho da presidente -algo que ninguém ousara até então…

    *envolvimento de Halonen com grupos defensores dos direitos dos homossexuais, tendo sido presidente de uma associação.

  3. 3 O do costume Fevereiro 12, 2007 às 1:54 pm

    Dizer que “The internet offers an equal playing field for candidates” é uma falácia.

    Pois está claro que quem tem mais dinheiro faz vídeos melhores, mais bonitos, mais apelativos, enquanto os “pobres” fazem umvideozito caseiro e amador.

    Pronto, mas sempre é verdade que a Internet permite aceder ao “poväo” de forma mais barata, e isso os partidos “pobres” aproveitam.

    Pessoalmente, näo concordo com o modelo finlandês, onde näo há limites aos gastos de campanha (que eu saiba), e entäo em vez de tempo de antena igual para todos é ver anúncios nos jornais, televisäo, e por aí fora-obviamente só dos partidos “ricos”.

    Gosto do modelo italiano (esperem antes de rir), onde existem placares em sítios específicos em cada cidade onde todos os partidos têm igual espaço para colarem a sua propaganda (também se faz na Finlândia), e acabou, näo há cá mais nada.
    Claro que o tempo depois dado aos diferentes partidos nas notícias já é outra história…

  4. 4 aNtónio Fevereiro 15, 2007 às 12:10 am

    Não é correcto mas também não está assim tão errado. Mesmo os pobres têm acesso à criatividade e à imaginação e quanto menores outros recursos mais estes poderão ser estimulados. Numa tradicional campanha eleitoral tens espaço nos media pago ou editorial alocado segundo a importancia e fixo de forma bastante rigida. Na internet, à partida tens a possibilidade de atrair os eleitores – é natural que estes comecem por procurar noticias e sites dos partidos que mais lhes interessam mas tambem poderao mostrar interesse por materiais de outros, ja para nao falar no caso do video viral (que duvido que alguem esteja realmente apostado em produzir e de qualquer forma é imprevisivel por defenição). Particularmente os indecisos estao agora livres das restrições que os media lhes impoe.

    E que tens tu contra uma eleição capitalista, querias que cada partido so pudesse usar 100 ou 500 mil aereos, e a fazer de conta que nao passam esse limite? Deixa-os gastar. O centro gasta 1,5 milhoes, os outros dois 900 mil cada e os mais pequenos ficam-se pelos 210 mil — nao sei se despesa globa,l se em propaganda.


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