Passou relativamente despercebida na imprensa e blogs (mea culpa) a situação dramática que se viveu, e parcialmente continua a viver, na vizinha Estónia. Os fascistas do título não são seguramente os estónios, que podem ter falta de tacto e de respeito pela minoria russa mas sabem apreciar a sua liberdade. Liberdade, por exemplo, para não estarem agradecidos aos libertadores que vieram para os salvar do julgo fascista e que generosamente acabaram por ficar mais 50 anos a tomar conta do país. A seu tempo a Finlândia repeleu a custo estes samaritanos, foram precisas 2 guerras para fazer chegar a Moscovo uma recusa peremptória em ser ajudado...
A pouco e pouco o regime russo vai demonstrando as suas true colors, e procura agora reestabelecer as suas redes de dependências. Se não o tivessem feito no passado duvido que os bálticos se atrevessem hoje a pedir adesão à Nato e à UE. Só mesmo na Finlândia é que há quem continue a pensar que a Aliança é uma ameaça maior que a Rússia e aomesmo tempo defender a continuidade do serviço militar obrigatório com o fantasma russo. Ah, a infantaria!