Sérvia, não serve?

Espero que tenho gostado do espectáculo, a malta da produção investiu forte e feio. E, felizmente, acabou.
Ganhou a Sérvia, mas podia ter sido a Ucrânia, a Bósnia, a Hungria, ou qualquer outro país de leste. O concurso está viciado e apenas aberrações como os Lordi poderão passar pela fina rede de afinidades culturais e de vizinhança que ligam estes países entre si. Bolas, eles são mais do que as mães.

No passado havia queixas por os júris de vários países (no tempo dos júris reunidos em concílio) votarem em bloco repartindo os votos entre si. Os nórdicos, os Balcânicos faziam (e fazem) caixinha e até os portugueses recebiam sempre votos de Espanha. A introdução da sms só veio agravar o problema, o voto nos vizinhos é agora descarado e adicionando um novo factor: a mobilização das comunidades expatriadas para votar no país de origem. E é por isso que os países ocidentais não têm quaisquer hipóteses no eurofestival.

Sabem quantos pontos deu Andorra a Portugal na quinta? Eu não sei mas adivinho.

8 Responses to “Sérvia, não serve?”


  1. 1 O do costume Maio 14, 2007 às 9:42 am

    Deu 12! SIM, 12! Teräo sido os amiguitos todos da Merche Romero?

    Olha, ó teórico da conspiraçäo, olha como a Finlândia deu os votos. E faz parte do famigerado “Bloco de Leste”?

    A cançäo que ganhou é boa? Parece que sim. Levou 12 da Finlândia, Suíça, e Áustria;
    10 da Suécia e Noruega; e por aí fora.
    Se levou tantos destes, näo é lógico que os vizinhos–que até percebem a letra– também concordem?

    E o ucraniano näo foi de partir a moca?

    Venham-me com histórias… a Irlanda ganhou 5 vezes consecutivas. E qual foi o bloco que a apoiou??? Pois, a teoria cai pela base, ou entäo as vitórias teriam sido SEMPRE repartidas entre os constituintes do “Bloco Nórdico”. Antes de 1990, era o bloco em termos de afinidades culturais com mais países. E ganharam sempre? Claro que näo! Porque fazer parte de um bloco pode ajudar, mas näo é garantia!

    E qual é o problema que os países de Leste fiquem à frente? Após 20 anos, continuam a haver papöes, e a ser considerados “europeus de 2.a”? Como diz o outro senhor da EBU, isso é mas é “racismo escondido”!

  2. 2 aNtónio Maio 14, 2007 às 10:02 am

    Na altura só os irlandeses e os ingleses cantavam na lingua que toda a gente entende – e o voto era por júri.

    Claro que não é garantia. Mas é óbvio que ajuda. Provavelmente a Sérvia teria ganho sem os votos do bloco, como a Finlândia ganhou no ano passado. Mas lá que existe uma forte correlação existe (há um estudo que creio foi ligado no antigo lusofin…)

    ps: não saberás tu que Andorra dá sempre 12 a pt? São os nossos “Andorrenhos” que em Agosto estarão nas estradas do Portugal😆

  3. 3 João Silva Maio 14, 2007 às 12:04 pm

    E vocês não estarão a fazer um caso de uma coisa sem interesse? Eu pelo menos não lhe dou qualquer valor (ao festival, entenda-se).

  4. 4 O do costume Maio 14, 2007 às 12:23 pm

    Os malteses também cantavam em inglês e näo ganharam. Aliás, quando o “why me?” da Irlanda ganhou, a melhor cançäo foi mesmo a maltesa.

    Essa história de que “toda a gente” entende apenas e só o inglês, especialmente os jurados que eram seleccionados, é täo redutiva que faz pena.

    De 1966 a 1973 e 1977 a 1998 tinha-se de cantar numa das línguas oficiais do país.
    Os irlandeses ganharam 7 vezes, é verdade;
    os ingleses, 4;
    os israelitas e luxemburgueses, 3;
    os franceses, noruegueses, e suecos, 2. epaf…

    O que a malta mais entende é hebreu e norueguês! Ó sim senhor!

    Portanto, o inglês ganhou 11 vezes em 28 anos– só 39% das vezes. O francês ganhou 8 vezes–29% das vezes. Vantagem da língua?
    Só se for para os irlandeses e luxemburgueses!😀

    Agora desde que a regra da língua mudou, 2007 é o primeiro ano em que o vencedor näo cantou em (mau) inglês! Venham mais!

  5. 5 aNtónio Maio 14, 2007 às 1:49 pm

    João, tb ligavas se o festival fosse no teu país…

    Serranho, percebes certamente mais de estatísticas e probabilidades do que queres dar a entender. Saberás até o valor relativo de ter uma vantagem competitiva – na altura a língua, provavelmente um lote de grandes bandas que interpretavam musica ao gosto da época, e agora montes de vizinhos, expatriados e afinidades.

  6. 6 O do costume Maio 14, 2007 às 3:40 pm

    “provavelmente um lote de grandes bandas que interpretavam musica ao gosto da época”

    Caro António, o que aconteceu foi exactamente o contrário: por exemplo, os ABBA começaram no Eurofestival, enquanto artistas consagrados como Cliff Richards (2 vezes), ou Domenico Modugno näo ganharam.

    Se alguma coisa, parece é que o inglês foi “desvantagem competitiva”, pois o Reino Unido ficou em 2.o por apenas… 15 vezes!😀
    Será que foi um complot anti-inglês?

    Afinidades sempre houve, e nunca ninguém se queixou enquanto ganharam. Agora como as novas afinidade näo os beneficiam, actuam como putos birrentos.

  7. 7 aNtónio Maio 14, 2007 às 11:30 pm

    Bem melhor do que agora em que ficam em segundo… a contar do fim…😆

  8. 8 João Silva Maio 18, 2007 às 3:50 pm

    @aNtónio, seria obrigado a ouvir falar muito mais do eurofestival, mas daí a ligar e dar-lhe valor vai uma grande distância.


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