Arquivo de Maio, 2008

Também caiu da cadeira

E levou dois pontos na nuca…

No mesmo dia em que me horrorizei com o acumulado de impostos que paguei no último ano e devolvi o formulário que me vai permitir receber de volta 400 desses euros, vi aonde vão parar esses mesmos euros.

Às 16:55 recebi uma chamada do parque ocupacional: o meu filho tinha batido com a cabeça. Perguntaram-me se estava por perto (estava a 3 minutos) ou se o mandavam por táxi. Chegado, deram-me para a mão um papel do seguro (desnecessário àquela hora) e uma senha para o táxi, que entretanto chamaram para nos levar ao hospital.

No hospital ofereceram-se para tomar conta do menor caso eu precisasse de ir ao infantário e, procuraram o número do mesmo para mim. O rapaz recebeu imediata prioridade e quando acabei de telefonar foi encontrá-lo sentado numa das salas de atendimento da enfermaria. Uma enfermeira limpou-lhe a cabeça, a médica anestesiou-o e coseu-lhe a ferida. Eram 17:55 quando saímos do hospital e caminhamos para casa, exactamente uma hora depois de eu ter recebido a chamada.

Quanto vale uma selecção forte?

No anterior fim de semana levei os miúdos a um torneio de futebol. A equipa do mais velho jogou e para variar foram 2 cabazadas e duas derrotas por 4-2. Para o fim melhoraram, demonstraram alguma atitude.

Um dos patrocinadores do torneio era uma loja de artigos desportivos. O J. (7) ainda me tentou, mas eu resisti enquanto pude. Antes do último jogo passei pela tenda, vi duas braçadeiras (pulseiras?) da selecção e não resisti, lá se foram 10 euros.

Devem ter sido os 10 euros melhor gastos nos últimos tempos: os rapazes adoraram e imediatamente escolheram e colocaram as suas. Particularmente L (5), o mais pequeno e franzino, usava-a vaidoso a meio do braço.

Eles estão contentes com as braçadeiras e tem-nas guardadas em casa. Ainda não os vi com elas na escola ou no infantário mas espero que isso possa mudar assim que os outros miúdos associarem Portugal e Cristiano Ronaldo às braçadeiras e identidades lusitanas dos meus rapazes. São ainda pequenos para acompanhar mas são capazes de demonstrar orgulho pelo reconhecimento que os colegas e amigos farão dos nossos jogadores.

Não devo ser o único pai português expatriado que vê o seu trabalho facilitado pela força e reconhecimento que a equipa de todos nós vai granjeando por esse mundo fora. Apreciará o Estado tal serviço?
(Longe de mim sugerir que o Estado deva subsidiar ainda mais a selecção; apenas se conhece ou valoriza o valor da selecção nacional.)


News Feeds

a

Agora a sério, as mais lidas

Calendário

Maio 2008
M T W T F S S
« Abr   Jun »
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
262728293031  

Estatística

  • 2,013,476 hits