Quanto vale uma selecção forte?

No anterior fim de semana levei os miúdos a um torneio de futebol. A equipa do mais velho jogou e para variar foram 2 cabazadas e duas derrotas por 4-2. Para o fim melhoraram, demonstraram alguma atitude.

Um dos patrocinadores do torneio era uma loja de artigos desportivos. O J. (7) ainda me tentou, mas eu resisti enquanto pude. Antes do último jogo passei pela tenda, vi duas braçadeiras (pulseiras?) da selecção e não resisti, lá se foram 10 euros.

Devem ter sido os 10 euros melhor gastos nos últimos tempos: os rapazes adoraram e imediatamente escolheram e colocaram as suas. Particularmente L (5), o mais pequeno e franzino, usava-a vaidoso a meio do braço.

Eles estão contentes com as braçadeiras e tem-nas guardadas em casa. Ainda não os vi com elas na escola ou no infantário mas espero que isso possa mudar assim que os outros miúdos associarem Portugal e Cristiano Ronaldo às braçadeiras e identidades lusitanas dos meus rapazes. São ainda pequenos para acompanhar mas são capazes de demonstrar orgulho pelo reconhecimento que os colegas e amigos farão dos nossos jogadores.

Não devo ser o único pai português expatriado que vê o seu trabalho facilitado pela força e reconhecimento que a equipa de todos nós vai granjeando por esse mundo fora. Apreciará o Estado tal serviço?
(Longe de mim sugerir que o Estado deva subsidiar ainda mais a selecção; apenas se conhece ou valoriza o valor da selecção nacional.)

7 Responses to “Quanto vale uma selecção forte?”


  1. 1 O do Costume Maio 7, 2008 às 1:28 pm

    A Finländia é conhecida no mundo pelo hóquei no gelo, ou pela Nokia e tecnologia de ponta relacionadas?

    Eu quero lá saber da m*rd* da bola, quando há corrupçäo gritante, atentados ambientais patrocinados pelo Estado, fecho de maternidades e escolas, dádivas ao sector privado a fundo perdido, 10 meios campos de futebol novos em folha, a maior parte às moscas…

    Mas enquanto se basear o orgulho num país apenas pelo seu sucesso numa modalidade específica (sim, veja-se quantas medalhas de ouros em Campeonatos e Olimpíadas já ganhou a Finländia, ainda que tenha só metade dos habitantes de Portugal), andamos na treta do costume…

    Em resposta à pergunta, näo vale nada de nada.
    Só vale de alguma coisa a tristes desesperados, que näo têm mais nada com que se alegrar.

  2. 2 antónio Maio 7, 2008 às 3:47 pm

    Nunca te imaginei a sugerir que se devesse acabar com o apoio às artes e à cultura enquanto houvesse fome e miséria e corrupção no país…

    E olha que o Hóquei no gelo é realmente uma modalidade com muitos adeptos…

  3. 3 O do Costume Maio 8, 2008 às 1:46 am

    nem tal estou a sugerir, näo ponhas palavras nos meus dedos! Se bem que…

    mas entäo, espera, o futebol é relativo às artes ou à cultura?

    relativamente ao hóquei no gelo, pois, realmente é por isso que se considera a Finländia modelo de desenvolvimento. mas tu lês o que escreves?

  4. 4 antónio Maio 8, 2008 às 10:07 am

    Ia jurar que te vi na fila para ver o ultimo jogo oficial da merda da bola portuguesa…😕

    Por falar em desconversar: eu falo do impacto do futebol na imagem/marca Portugal e auto estima dos portugueses e lusodescendentes espalhados pelo mundo e eventual cálculo do seu valor. Tu vens-me falar em corrupção e miséria…. ok, as horas que o economista do INE vai perder a fazer um estudo devem ter um impacto do caraças.
    Saberás tu qt gasta o MNE com embaixadas, seminários, aulas, concertos, exposições, conferências por esse mundo fora para promover Portugal?

  5. 5 O do Costume Maio 8, 2008 às 7:39 pm

    E depois, o que é que o c* tem a ver com as calças? Lembras-te täo bem como eu da vergonha que íamos passando!

    E digo-te: esse dinheiro que o MNE gasta é bem gasto, porque muitas vezes essas actividades culturais näo se realizariam por falta de dinheiro para as organizar/público pagante.

    Agora com a bola, parece-me que há muita gente que näo tem para comer, mas que guarda dinheiro para ver os jogos. Se o futebol näo é auto-suficiente, fechem o clube, ou juntem-se com o clube vizinho até atingirem massa crítica!
    Vez o que se faz na Itália? O Estádio do Município (como em Roma, Miläo, Turim, …) serve para *todos* os clubes da terra.

    No Tugal onde näo há cheta para fazer hospitais, pagam-se 2 meios estádios em Lisboa, outro tanto no Porto, e por aí fora…

    Resumindo e concluindo: eu gosto muito de futebol, tanto que até jogo, mas agora elevá-lo a algo assim täo “coiso”, nem pensar!
    O que me orgulharia era que Portugal fosse nomeado “País mais competitivo do Mundo”, como a Frioländia foi pela 1.a vez em 1999!

  6. 6 antónio Maio 9, 2008 às 9:45 am

    Ora aí está um belo critério de decisão: a organização das actividades tem verba insuficiente = a actividade cultural é mais importante do que alimentar a população e o combate à corrupção…

    Não sei é onde me leste nesta entrada a defender a construção de estádios ou sequer a falar do Euro em Portugal…


  1. 1 6-2 « Há Mouro na Costa Trackback em Novembro 28, 2008 às 7:53 am

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