Arquivo de Novembro, 2008

Novembro, outra vez

Um roteiro da música popular brasileira na televisão. Apanhei-o nos anos 30 e aprendi mais naqueles 20 minutos do que alguma vez aprendera com horas e horas de televisão brasileira, incluindo entrevistas do Jardel. Obviamente, não era muito.

O programa termina com as celebrações da derrocada da ditadura e celebrações musicais. Algumas datadas, outras que poderiam ter apenas meia dúzia de anos. Ficam-me na retina imagens de mulheres e de idosos cantando, dançando e se divertindo. Gente adulta, crescida que não tem medo de se empolgar e de apreciar o momento nem que para o fazer precisa de engolir uns tragos de porre. Gente que não precisa de fazer cara séria e sombria para se achar no direito de receber respeito, como um qualquer adulto.

Coisas que se notam imediatamente quando se está nesta terra há demasiado tempo. Novembro também não ajudou nada.

6-2

Se a marca Portugal estivesse cotada em bolsa de quanto teria sido a queda da cotação depois da magnífica demonstração de galhardia dos nossos jogadores no país irmão?

Vale que não tarda nada os equipamentos da selecção estarão em saldo por estas bandas…

Os meus rapazes

Ultimamente este blog tem sido o reflexo da minha vida agitada e imprevisível e tem sido tudo um “blog-enquanto-blog”, que é um eufemismo para merda. A merda é para me forçar a apagar esta entrada daqui a alguns quando os putos, feitos marmanjos, já tiverem arcaboiço para ler as maluqueiras que o pai deles por aqui deixou… Mas entretanto cá fica.

Os rapazes celebram os aniversários esta semana – 6 e 8. Primeiro o L., já manhã, mais pequeno e franzino. O rapaz chegou a deixar-me preocupado com o que eu pensava ser falta de confiança. Ora se era. Hoje o rapaz demonstra já talentos que poderão fazer dele um Casanova capaz de envergonhar o pai – e, já agora, os amigos do pai, não te rias, ó Maquiavel. Ele tem uns olhinhos cativantes, tem uma carinha laroca de anjo, ideal para negar as malandrices que lhe adivinho, uma vozinha de mel, um desembaraço nato para abrir conversa seja com quem for e um talento raro para contar histórias. Como dizia a (então) vizinha há uns bons 2 anos, com esses  olhinhos podes contar as histórias que quiseres que elas caem todas por ti... Como não há bela sem senão o rapaz é um bocado desajeitado e vê-se para se segurar na bicicleta. Mas lá se vai esforçando e desde que vai aos treinos de futebol com o irmão que se nota ali uma evolução.

J., o irmão mais velho sai mais ao pai, até nas feições. Faz oito anos no sábado e é o rapaz de confiança da mãe, capaz de tomar conta da casa. Vai e vem da Escola, dos Escuteiros, sozinho no eléctrico. Será um dia um homem sério e honrado, capaz de olhar pela sua familia. Um bom compincha, companheiro leal e honesto.  É bom comunicador e querido da professora mas no futebol também não pesca muito… Como mais velho serviu de experiência aos pais e eu sei que fui com ele mais duro do que devia ser. Talvez por isso sinta que lhe devo tempo a sós.

6 e 8… sinto-me a envelhecer rapidamente.


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