Archive for the 'Portugal' Category



As noivas do PM e outras histórias

No ano passado fizemos na Lusofin campanha pelos finlandeses no eurofestival. Este ano torcemos por uma luso-portuguesa, Anna Abreu, na final local do Idols. Ficou em segundo lugar com 43 % dos votos, apesar de hoje não ter ficado em nada atrás do vencedor.Fallin’ , o único tema que encontrei no ‘tube,;o melhor da noite foi o tema livre que escolheu: solta-se o beijo. Assim que o encontrar estará no Lusofin.

Sabia que Kaurismäki, o famoso realizador, produz vinho do Porto na sua casa de “inverno” em Portugal? Deve ter sido um 50º aniversário de arromba!

Curiosidade, Timo Soini, o líder da extrema-direita finlandesa é católico (num país luterano) e defende a vinda de emigrantes, desde que venham para trabalhar, naturalmente. Ainda assim os media locais viraram-lhe as costas, ao contrário do que fazem os portugueses àquelas mentes brilhantes do PNR.

Na semana passada o Público publicou um artigo pleno de incorrecções do Times sobre o livro da senhora Kuronen (o artigo está no fórum): a noiva do primeiro-ministro, (já aqui falei do caso), depois de com ele ter namorado 3 meses. Entretanto o Super-Matti não pára e já tem nova namorada, uma deputada verde, também de 35 anos (ele tem 51 e é o terceiro e mais novo dela… ). O que realmente me surpreendeu foi a imprensa, mesmo a mais atrevida ou bera, consoante lhe queiram chamar, ter esperado pela admissão dos próprios para publicitar o caso. Aparentemente meio parlamento sabia.

A deputada foi de férias para as Canárias e gerou burburinho. Há dias vinha uma notícia/caixa num desses pasquins sobre o regresso da deputada. A notícia principal era o livro da outra. Estão a ver o enquadramento? 😉

O caso esmeralda

Em tempos denunciei aqui um artigo absolutamente demagógico e abjecto do Público sobre a dispusta de uma menina, sem saber ainda da tempestade que estava para chegar. Não tenho acompanhado as notícias, mas ao que leio no Adufe o acompanhamento noticioso tem deixado muito a desejar. Hoje, alguém de nome Rosario visitou essa página e deixou o comentário que se segue:

Revolta-me.

Não entendo o que se passa e isso faz-me confusão.

Como é possivel que os media se tenham unido todos a favor da causa, sem qualquer opinião contra? e para mais, ainda com a colaboraçao da mulher do Mário Soares!

Não entendo!
Quem quer adoptar uma criança, espera anos e anos, e este, só pk foi a mãe a entregar lhe a criança, tem logo direitos?

Então, que sejam as mães, todas as mães, a entregar as crianças, não é?

Olhem só o que se poupava em tempo para a adopçao e nos serviços q tratam do assunto!

Alias, então porque se leva tanto tempo a investigar as pessoas q querem adoptar?

Afinal, a mae que entregou a filha, fez essa investigaçao num abrir e fechar de olhos apesar de nao ter qualquer especializaçao para o fazer.

Que diabos! Num país onde grassam os raptos dos filhos feitos pelos conjuges desavindos e em situaçao de divorcio, e que nunca mobilizaram ninguem, apesar dos muitos esforços nesse sentido

Aparece agora uma tao grande – e espontanea – adesao a uma causa que nao tem qualquer suporte legal visto que, nem mesmo existe uma adopção, ou um projecto legal de adopçao????????

Até porque o pedido de adopçao foi indeferido no tribunal de primeira instancia ha dois anos, o senhor agora condenado é que nao acatou a decisao!

Passamos a defender o fazer justiça por proprias maos à medida de cada um???????????

Juro, que isto me revolta!

(E, coisa estranha! até tenho medo de sofrer represalias, so porque tenho opiniao contraria!)”

Se algum dos leitores tiver acesso ao artigo integral do jornal (só para assinantes) gostaria de o publicar aqui. Obrigado!

Um turista em Portugal

Se há algo que une portugueses e finlandeses é a atenção que dedicam a prescutar o interesse e opinião de quem chega de fora. Pelos vistos, coisa de países pequenos e periféricos e ainda à procura de um lugar próprio no contexto internacional.

No Verão Samuli, um finlandês visitou o Porto e Lisboa e levou consigo a sua câmara, tendo mais tarde carregado as suas fotografias para o seu album no photobucket. As fotos apresentam uma prespectiva diferente, e por vezes surpreendente das nossas principais cidades, com cenários e objectos que para os locais passam muitas vezes despercebidos. Como esta fachada no Porto

Ou estas…

Ensopada de Natal

Leram o destaque do Público de hoje? É a história da disputa por uma menina, filha de pai incerto e adoptada por um casal ao qual a mãe informalmente confiou por falta de meios. Entretanto o pai foi encontrado e tenta agora obter a custódia da menina. E o que aconteceu de especial na história, perguntam? O pai adoptivo passou o Natal na cela por perigo de fuga – a mãe adoptiva e a menina estão em lugar incerto para não entregar a criança.

É uma situação complicada – para a menina, para os pais, para o tribunais que vão ter que decidir o futuro destas famílias e para aquele homem que entende reclamar agora a sua cria, e não é certo que a lei possa ser interpretada no melhor interesse da criança. O que não justifica de modo algum o sensacionalismo e demagogia presentes nos artigos. Atentem na elaborada construção deste artigo que acompanha o caso: Em nome dos interesses da criança
A jornalista começa com a história de um qualquer condutor bêbado homicida que continua a conduzir;
Prossegue com um toxicodependente que ataca selvaticamente uma mulher e que aguarda julgamento em liberdade;
Nenhum dos anteriores está envolvido nesta disputa. Termina com o nosso pai adoptivo que

“Por apego a uma criança, pela convicção de estar a zelar sobre os seus superiores interesses, o homem, que a acolheu bebé, foi privado da sua liberdade, foi condenado a passar o Natal na cadeia, sozinho e sem contacto com a família.”

Como se atreveu a tal a cruel, a «vaca» da juíza, se há comprovadamente tanto bandido que a justiça deixa em liberdade indefinidamente?
O 24 horas não teria feito melhor…

MAs há mais. Querendo ir ainda mais longe, a jornalista decide fechar com chave de ouro (negritos meus):

Ao tomar esta decisão, os juízes do tribunal de Torres Novas agiram livre, deliberada e conscientemente, bem sabendo que o tribunal da Relação de Coimbra ainda não se pronunciara definitivamente acerca do recurso interposto pelo casal adoptante.
Mas certamente isso não lhes pesou na noite de Natal. Paula Torres de Carvalho

A bicicleta do Adelino

Estava estacionada no centro da cidade, junto com um mapa testemunhando o percurso e alguns recortes de imprensa do nosso Adelino Lopes – 27000 quilómetros de Portugal à Finlândia. Do Adelino, esse, nem sinal. Chamou-me a atenção na bicicleta uma bandeira portuguesa gasta do sol e da chuva ladeada por uma outra finlandesa, essa nova. Umas velas no chão, moedas sob o percurso traçado no mapa, um cesto para mais moedas e um cartaz convidando os transeuntes a contribuir para a jorna compunham a apresentação. Definitivamente o amigo Adelino sabe vender o seu peixe.

O mais espantoso nesta aventura é que nos possamos admirar e comover com a história do Adelino e damos por adquirido que cruzar uma dezena de fronteiras europeias é hoje uma mera formalidade. Há pouco mais de 30 anos não o teriam deixado sair. Há 20 não o teriam deixado passar livremente sem motivo. Hoje deslocámo-nos dentro do espaço Schengen quase como se extensões do nosso próprio país se tratassem. Será que vai durar esta liberdade de movimentos?

Adenda:  Lá continuava ao fim da tarde de sexta quando passei sem parar nem câmara fotográfica.

Portugal e a Finlândia

Em inglês há uma expressão para reacções espontâneas e, todavia, esperadas:”knee-jerking“. Ontem, algumas horas depois de a RTP ter exibido reportagem alguém chegou a este blogue procurando no google “aprenda finlandês”. A minha reacção, à reportagem da RTP “Nós e a Finlândia” e a esta coincidência foi publicar o artigo da yle que sobre empregabilidade de estrangeiros na finlândia, notícia do dia e que está também em discussão em vários outros forums. No finnish, no (good) job, é a realidade e quem cá vive sabe como é dificil alcançar uma fluência aceitável no finlandês – ou fácil ficar pelo inglês…

O trabalho da jornalista é bastante bom, particularmente a selecção das declarações do entrevistado, mas transmite uma ideia exagerada, talvez idealizada do país. Os temas dissecados foram, em minha opinião, abordados sob a prespectiva que é mais favorável à Finlândia. Não é que a Finlândia não tenha melhores condições mas não faz sentido comparar os dois países num plano de igualdade, as diferenças são por demais óbvias.

Há no trabalho óbvias imprecisões e que não sendo cruciais transmitem uma imagem que não corresponde à realidade: claro que há filas de trânsito, são é ridicúlas ao lado das portuguesas; os transportes públicos não são sempre pontuais, mas estão entre os melhores do mundo. A preferência pelos transportes públicos também se deve em parte ao elevado custo de vida, o custo de circular na cidade com carro e que, apesar do rendimento elevado, os finlandeses estão entre os que acumulam menor riqueza na EU (15) -(38750 $ em ppp, o valor equivalente para Portugal é 53, 350$ – pág.61 do relatório). Apesar da preferência da Outi pelos serviços de saúde públicos a maior parte das empresas oferece aos seus trabalhadores mais qualificados planos de saúde privados; finalmente os exemplos utilizados para ilustrar os conhecimentos que os alunos num e noutro país devem adquirir no terceiro ano são ridículos e, quase que diria, escolhidos a dedo para compôr as fotografias.

Porventura o erro mais grave é a conclusão que um português paga mais impostos que um finlandês – a não ser que tal conclusão se baseie na forma como são gastos os nossos impostos. Comparar impostos que incidem sobre salários de 13000 euros não faz sentido, o salário correspondente em Portugal é bem mais baixo.

Finalmente, duas notas pessoais: a maternidade é excelente, do melhor que há no país, e há realmente alguns quartos reservados para famílias – eu fiquei num 2000. A escola primária da reportagem fica a 700 metros daqui e, de acordo com as regras, deveria ser a escola do J. a partir de Agosto próximo – se não tivesse sido vetada pela mãe. Terei talvez  que mudar de casa nos próximos meses 🙂

«Nós e a Finlândia»

Depois da intensa discussão sobre o modelo finlandês que decorreu no último ano e meio a jornalista Mafalda Gameiro, da RTP, decidiu ir ao fundo da questão e preparou uma reportagem que compara as duas sociedades, tendo chegado a algumas conclusões inesperadas:

– Os portugueses pagam mais impostos do que os finlandeses.
– O preço do passe social combinado é praticamente o mesmo em Helsínquia e em Lisboa.
– Os finlandeses não pagam menos do que 1000 euros a um trabalhador.
– Temos quase o dobro dos estudantes mas o nosso orçamento para a educação é menor do que o finlandês.
– Esperamos, em média, um mês para uma consulta no médico de família e os finlandeses não esperam mais do que três dias.

É mais logo, às 21 horas na RTP, mais informação aqui. Os meus comentários, entre os quais algumas perplexidades, ficam para depois da visualização do programa…

Agradeço o alerta ao Sal. e ao Filinto, cujo e-mail li só depois de publicada esta entrada.

ADENDADO: O programa está já disponível para o player do windows no centro multimédia da RTP ( copie para a barra do endereço: mms://195.245.176.20//rtpfiles/videos/auto/emreportagem/reportagem_1_13122006.wmv ). O Vasco, entrevistado no programa, tem o seu espaço no blogos aqui.


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